AJUDA FINANCEIRA

Presidente do Santa Cruz comemora auxílio da CBF aos clubes da Série C: 'É um valor interessante'

Constantino Júnior enalteceu o presidente da CBF, Rogério Caboclo, pela atenção dada às equipes da Terceira Divisão

Filipe Farias
Filipe Farias
Publicado em 06/04/2020 às 19:43
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DAVI SABOYA/ JC
Presidente reforçou a importância de manter a folha salarial em dia. - FOTO: DAVI SABOYA/ JC
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Uma ajuda que chega em boa hora. Diante da dificuldade financeira após a paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus, o Santa Cruz, juntamente com os demais 19 clubes da Série C, levaram um pedido oficial à Confederação Brasileira de Futebol na semana passada pedido uma ajuda da entidade maior do futebol nacional. E, essa ajuda, foi oficializada na tarde desta segunda-feira (6) pela própria CBF.

Em anúncio formalizado no site da entidade, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, declarou que 'o nosso objetivo, com essas novas medidas, é fornecer um auxílio direto imediato. Mas, além disso, temos que seguir trabalhando para assegurar a retomada do futebol brasileiro no menor prazo possível, quando as atividades puderem ser normalizadas'. Para os clubes da Série C, a verba destinada será de R$ 200 mil (total de R$ 4 milhões), com pagamento feito já a partir dessa terça-feira (7). Valor abaixo do que foi pleiteado pelos representantes das equipes da Terceira Divisão.

"É um valor interessante. O nosso pleito foi bem acima disso (estima-se algo em torno de R$ 1 milhão), mas já é um grande passo, principalmente entendendo as dificuldades que muitos estão passando nesse momento. Cada clube tem uma realidade diferente. O Santa Cruz mesmo tem um patrimônio enorme, com funcionários, jogadores... Enquanto que tem outros clubes que são mais modestos, com estádio da Prefeitura, custos menor. Mas foi passado uma régua, com todos os clubes recebendo por igual e isso foi decidido em comum acordo", declarou Constantino Júnior, presidente do Santa Cruz, em entrevista ao repórter João Victor Amorim, da Rádio Jornal.

Essa não é a primeira vitória conquistada pelo clubes da Série C com a nova cúpula da CBF. No ano passado, os dirigentes dos clubes conseguiram 'convencer' à entidade a mudar a fórmula de disputa da da Terceira Divisão, prolongando a competição até o final do ano. "A gestão de Rogério Caboclo mais uma vez mostrou que se preocupa com o futebol como um todo. A prova inconteste foi a mudança do regulamento da Série C, coisa que ninguém se preocupava em mudar. Fomo até ele, com argumentação, sem pressão, apresentando a nossa base de argumentos, que haveria um crescimento técnico com a mudança do formato do campeonato e, depois de muitos anos, com vários presidentes tentando, foi mudada a fórmula de disputa da Terceirona. Mostra que é uma gestão preocupada com o futebol brasileiro", comentou o mandatário coral.

Com dinheiro em caixa e fórmula de disputa até o final do ano, Constantino Júnior apontou que a meta agora é buscar deixar a Terceira Divisão mais atrativa financeiramente. "Vamos procurar valorizar a competição, com relação a questão comercial. Temos de buscar dar mais valor comercial, trazer patrocinadores e até mesmo alguma TV que queira comprar os direitos de transmissão. Os clubes precisam buscar essa valorização e buscar outros recursos", falou.

Os recursos de R$ 19.120.000,00 serão destinados da seguinte forma:

– Para os 68 clubes da Série D, o auxílio individual será de R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais), num total de R$ 8.160.000,00 (Oito milhões, cento e sessenta mil reais).

– Para os 20 clubes da Série C, o auxílio individual será de R$ 200.000,00 (Duzentos mil reais), num total de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões de reais).

– Para os 16 clubes da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino, o auxílio individual será de R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais), somando R$ 1.920.000,00 (Um milhão, novecentos e vinte mil reais).

– Para os 36 clubes da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, o auxílio por clube será de 50.000,00 (Cinquenta mil reais), com o desembolso total, pela CBF, de R$ 1.800.000,00 (Um milhão e oitocentos mil reais).

– Para as Federações Estaduais, são R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais) por entidade, num total de R$ 3.240.000,00 (Três milhões, duzentos e quarenta mil reais).

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