TRICOLAR DO ARRUDA

Em debate na Rádio Jornal, candidatos à presidência do Santa Cruz trocam farpas e apresentam suas propostas

Joaquim Bezerra, da chapa 'Pro Santa'; Josenildo Dody, da chapa 'A voz da arquibancada' e Roberto Freire, da chapa da situação, participaram do encontro mediado pelo repórter João Victor Amorim e apresentaram propostas para o clube

Marcelo Aprígio
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Marcelo Aprígio
Publicado em 31/01/2021 às 20:50 | Atualizado em 01/02/2021 às 0:45
RÁDIO JORNAL
PELA INTERNET João Victor Amorim ouviu as propostas de Joaquim Bezerra, Josenildo Dody e Roberto Freire - FOTO: RÁDIO JORNAL
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A dez dias da eleição, os candidatos à presidência do Santa Cruz participaram, neste domingo (31), de um debate promovido pela Rádio Jornal, com transmissão simultânea pelo YouTube. Marcado por trocas de farpas, o encontro que contou com a mediação do repórter João Victor Amorim, ocorreu a distância, via internet. Nele, os candidatos se dirigiram aos torcedores e apresentaram suas propostas para triênio 2021-2023 à frente do Tricolor do Arruda.

Durante o debate, Joaquim Bezerra, da chapa 'Pro Santa'; Josenildo Dody, da chapa 'A voz da arquibancada' e Roberto Freire, da chapa da situação, responderam questionamentos sobre temas como estrutura do clube, marketing, transparência, finanças, reforma estatutária, divisão de base, torcida organizada e, claro, futebol. As eleições ocorrem no próximo dia 10 de fevereiro de 2021, no estádio do Arruda.

Como era de se esperar, o debate teve a atual gestão, liderada por Constantino Júnior, como alvo preferencial da maior parte dos postulantes. Candidato da situação, Roberto Freire foi o único a sair em defesa da administração de Tininho.

Assista à íntegra do debate:

Logo na abertura do debate, os candidatos puderam explicar por que querem ser presidentes da Cobra Coral. O primeiro candidato que teve oportunidade de responder a essa pergunta foi Joaquim Bezerra. O representante da chapa 'Pró Santa' exaltou sua experiência e afirmou que o clube passa por "fracassos dentro e fora de campo" há cerca de dez anos. "Minha ideia é que possamos contribuir para recuperar o Santa Cruz em toda sua estrutura administrativa, financeira e no seu futebol", pontuou Joaquim.

Já Josenildo Dody, da chapa 'A voz da torcida', disse que sua motivação para disputar a cadeira de presidente do Tricolor é o "amor que tenho por esse clube centenário". "Os apelos dos amigos e companheiros de torcida (também nos motivaram). Nossa candidatura vem das arquibancadas, do povão. Isso que nos faz ser candidatos", contou Dody.

Por sua vez, Roberto Freire, da situação, defendeu a continuidade do projeto em voga no Santa Cruz como principal fator que o levou a ser candidato. "Queremos continuar com esse projeto, não é de curto prazo, com o saneamento financeiro, a implantação de programa de gestão, que devolva o controle dos mecanismos de governança para a torcida do Santa", defendeu ele.

Os candidatos também foram questionados pelo comentarista Maciel Junior, da Rádio Jornal, sobre suas propostas para o marketing do clube e quais os planos para as categorias de base. Neste momento, os postulantes da oposição não economizaram críticas à atual gestão coral.

Dody chegou a afirmar que se não tiver bom futebol, não adiantaria ter um bom marketing. Já Joaquim afirmou que a direção do clube enfraqueceu a marca Santa Cruz ao promover iniciativas como a venda de ovos no CT do Tricolor. Coube a Roberto Freire a defesa das ações da administração de Tininho nesse setor. O candidato da situação disse que, se eleito, dará continuidade à profissionalização do clube com a contratação de uma empresa especializada em marketing.

Em relação às categorias de base, todos os postulantes defenderam maior atenção ao grupo, bem como fortalecer a ligação com o elenco profissional.

O clima esquentou ainda mais quando a estrutura do clube entrou no foco no debate. O nome da situação disse que quando participou da gestão patrimonial fez um bom trabalho. "A patrimonial do Santa hoje tem o maior número de projetos a serem implantados, se comparados a outros departamentos do clube. Foi feito um trabalho espetacular na gestão que participei", disse Roberto Freire.

No entanto, o discurso não foi comprado pelos oposicionistas, que, mais uma vez, não pouparam a gestão atual e apontaram pontos que, na visão deles, seriam críticos. Joaquim defendeu abertamente a extinção do departamento com a reforma do estatuto. "Temos que criar uma diretoria profissional para isso, pois até agora, do jeito que está, não conseguiram fazer nada", afirmou o candidato. 

"Com todo respeito a Roberto, mas acho que ele está dormindo ou delirando. Se observarmos a quadra, vemos que, quando tem chuva, chove mais dentro dela do que fora", alfinetou Dody.

Finanças e reforma do estatuto

Quando discutido o passivo do Santa, o candidato Joaquim Bezerra, da chapa 'Pró Santa' afirmou que a Cobra tem uma dívida de R$ 8 milhões com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que foi negado pelo candidato da situação e atacou o adversário afirmando que quando ele compôs a gestão do Tricolor legou ao clube uma dívida de R$ 3 milhões em IPTU.

Por sua vez, Dody prometeu contratar uma auditoria externa para conhecer o real tamanho do passivo do Mais Querido, porque, de acordo com ele, nem o atual presidente sabe quanto o Santa Cruz está devendo. "Falamos de R$ 120 mi, R$ 150 mi, R$ 200 milhões, mas ninguém, na real, sabe quanto é", disse o postulante da chapa 'A voz da torcida'.

Dody defendeu ainda a reforma do estatuto do clube, pois, para ele, esse é uma desejo que vem das arquibancadas. "O torcedor se cansou deste sistema que se implantou e quer se perpetuar." Representante da situação, Freire disse que, em sua gestão, quem vai pautar os destinos do Santa será a torcida. "Então, se é um anseio da torcida fazer a reforma do estatuto, pautaremos isso", garantiu ele.

A posição de Roberto, porém, foi desacredita por Joaquim Bezerra, da 'Pró Santa'. "Não sei por que Roberto está defendendo a reforma hoje. Ele deveria ter defendido antes, quando a comissão da reforma participava da gestão. Era tão fácil", rebateu Bezerra.

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