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A Genuína Santidade

A genuína santidade é aquela que é vivida com sinceridade, com transparência e aguenta os revezes da vida dentro da mais alta dignidade cristã

Por JC Publicado em 14/07/2024 às 0:00

ONILDA PORTELLA PEIXOTO


“A casa que o rei Salomão edificou ao Senhor era de sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e trinta de altura” I Rs 6.2


A Bíblia Sagrada, no primeiro livro de Reis, capitulo seis registra a história do rei Salomão edificando o templo. Lá foram usados vários materiais que, bem tratados, fizeram a sua parte na edificação.
Martin Luther King Júnior disse que toda vida humana tem três dimensões: comprimento, largura e altura. A extensão da vida, o seu comprimento é o caminho interior de cada homem à procura de seus fins, bem-estar, realização. A largura é a procura do bem-estar do próximo e a altura é a subida para Deus.


O cristão deve viver uma experiência vertical da comunhão com Deus, olhando para Cristo, que é o esplendor da glória de Deus. Como também uma experiência horizontal, buscando o seu próximo, a quem deve amor e solidariedade e, olhando para si mesmo, buscar santidade de vida.
Depois é a feitura das janelas “Para casa, fez janelas” I Rs 6.4. Os cristãos são janelas abertas para o mundo. As pessoas procuram ver Jesus olhando para nós. Que possamos ser janelas limpas, transparentes. Muitos apartamentos hoje têm rede de proteção nas janelas. Pessoas também colocam grades ao redor de si e ficam presas ao comodismo, ao ativismo do dia a dia. Gradeadas e auto protegidas não podem ir à luta.


Caiam por terra as redes e as grades que impedem que o trabalho de Deus seja feito. O verso 7 fala das pedras: ”Edificava-se a casa com pedras já preparadas na pedreira...” O cristão é uma pedra viva nas mãos de Deus. Pedras que juntas fazem a igreja de Cristo conforme I Pedro 2.5: “Também vós mesmos como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes conforme sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”.


Ao longo da vida Deus vai preparando o cristão dentro da “pedreira”. As pedreiras hoje são as igrejas locais. Ali Deus prepara, mas não para enclausurar e sim para ir ao mundo procurar pedras ocultas nas trevas a fim de trazê-las à luz.


Michelangelo arquiteto e poeta italiano foi também grande escultor. Ele fazia das pedras grandes obras de arte. Através da Bíblia vemos Deus trabalhando a sua criação, moldando as “pedras vivas”. Mas Miguel Ângelo deixou muitas obras inacabadas porque o material não ajudou, era de má qualidade. Para o cristão ser moldado precisa abandonar qualquer atitude altiva e submeter-se à vontade de Deus Ele está empenhado em transformar pedras brutas em pedras lapidadas, preciosas, brilhando nas suas santas mãos.


Como pedrinhas nas mãos do Senhor, o cristão deve brilhar no meio do viver. A genuína santidade é aquela que é vivida com sinceridade, com transparência e aguenta os revezes da vida dentro da mais alta dignidade cristã. Já é tempo de sair da pedreira para declarar ao mundo que Jesus Cristo é a única esperança para a humanidade.


Onilda Portella Peixoto é Bacharel em Direito em Teologia. Professora de Bíblia na Escola Dominical

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