CHINA

Ao vivo: acompanhe trajetória do foguete chinês descontrolado

Não era possível prever qual seria o futuro destino do objeto, que se desintegrou na região das Ilhas Maldivas, no Oceano Índico

AFP Mirella Araújo
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Mirella Araújo
Publicado em 08/05/2021 às 9:13
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Foguete chinês Long March 5B - FOTO: STR / AFP
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O foguete chinês Long March 5B, cuja trajetória estava fora de controle, caiu na região das Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, neste  domingo (8). Não era possível prever qual seria o destino do objeto, mas foi possível acompanhar o percurso através do Youtube. A China lançou o primeiro módulo de sua futura estação espacial, Tianhe ("Harmonia Celestial"), com o foguete Longa Marcha 5B, o dia 29 de abril. 

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Leia mais: Foguete desgovernado vai cair na terra neste domingo. Veja probabilidade de atingir o Brasil

Mas, o  primeiro módulo deste poderoso ônibus espacial é o que retornou à Terra. Sua trajetória ficou fora de controle porque seus designers imaginaram que ele se desintegraria na atmosfera naturalmente. O problema é que devido à sua enorme massa, entre 10 e 18 toneladas, o foguete dificilmente seria totalmente destruído. As partes mais leves evaporaram, mas "dado o tamanho do objeto, algumas peças permanecerão", de acordo com Florent Delefie, astrônomo do Observatório Paris-PSL

"De acordo com o monitoramento e a análise, às 10h24 (23h24 de sábado no horário de Brasília) de 9 de maio de 2021, o primeiro estágio do foguete Longa Marcha 5B entrou na atmosfera", informou a Agência Espacial de Voos Tripulados da China em comunicado.

No Brasil havia uma expectativa de que partes do foguete possa atingir alguma área do território do país, mas  os cálculos fetos pela Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), pela Empresa de Meteorologia Clima Ao Vivo e pela Comunidade Internacional demonstram que a possibilidade da reentrada ocorrer no Brasil era de 1,48%. Especialistas também apontaram que a possibilidade dos destroços atingirem regiões habitadas também eram limitadas. 

 

RETORNO

A China "deveria ter previsto um retorno controlado com um retrofoguete, como os russos fizeram quando desorbitaram a estação Mir", comentou à AFP Nicolas Brobrinsky, chefe do Departamento de Engenharia e Inovação da Agência Espacial Europeia (ESA).

Por conta da altitude em que o foguete está localizado,  é difícil prever onde terminará, uma vez que as camadas inferiores da atmosfera são mais vulneráveis às variações de densidade. Na verdade, "não podemos saber quando ele cairá", de acordo com Brobrinsky. Nesta sexta-feira, estava programado para chegar à Terra entre sábado às 21h50 e domingo às 7h GMT(4h em Brasília). Embora as previsões sejam mais precisas com o passar das horas, "mesmo uma hora antes do impacto, a incerteza será grande", acrescenta o especialista.

Página faz transmissão ao vivo estimando localização do foguete

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