OPINIÃO | Notícia

Preservação do patrimônio cultural: a importância da iluminação urbana em áreas históricas do Recife

A preservação do patrimônio cultural é uma responsabilidade coletiva. Cabe a todos nós – gestores, arquitetos, cidadãos – zelar por esse legado.

Por JC Publicado em 27/08/2024 às 7:47

A preservação do patrimônio cultural é um tema que transcende a simples conservação de prédios históricos ou monumentos. Trata-se de uma questão de identidade, de memória coletiva e, acima de tudo, de cidadania. O mês de agosto, dedicado à preservação do patrimônio cultural, nos convida a refletir sobre como lidamos com o legado que recebemos e o que deixaremos para as futuras gerações.

Em Pernambuco, as comemorações em torno do tema evidenciam uma rica agenda de atividades que buscam não só celebrar, mas também educar e sensibilizar a população sobre a importância do patrimônio cultural. A 17ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural em Pernambuco, por exemplo, é um esforço notável que mobiliza diversas esferas da sociedade. No entanto, iniciativas como essa precisam ser vistas como parte de uma estratégia contínua e integrada, e não como eventos isolados.

A iluminação urbana emerge como uma ferramenta poderosa para a valorização dos centros históricos. Mais do que uma solução estética, ela pode transformar a relação da comunidade com o espaço público. Quando bem planejada, a iluminação realça as características arquitetônicas e simbólicas dos edifícios, reavivando a vida noturna e, consequentemente, estimulando a economia local.

Por outro lado, é fundamental questionar se estamos fazendo o suficiente para proteger e promover nosso patrimônio cultural. A falta de uma estratégia integrada para a valorização do legado histórico do Recife, por exemplo, é um sinal de que ainda há muito a ser feito. A conservação dos centros históricos é um desafio que requer a colaboração entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil. Sem essa união de esforços, o risco é perdermos uma parte vital de nossa história.

Além disso, a preservação do patrimônio não se resume apenas à manutenção física dos espaços, mas também à promoção de uma ocupação saudável e sustentável desses locais. A requalificação noturna dos centros históricos, através de uma iluminação adequada, pode ser um catalisador para essa ocupação, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade cultural.

Em um país onde o patrimônio cultural muitas vezes não recebe a atenção devida, iniciativas como a da Semana Estadual do Patrimônio Cultural são essenciais. No entanto, é preciso que esses esforços sejam contínuos e integrados a uma política pública de preservação robusta, que leve em conta as especificidades de cada localidade e as necessidades de suas comunidades.

Em última análise, a preservação do patrimônio cultural é uma responsabilidade coletiva. Cabe a todos nós – gestores, arquitetos, cidadãos – zelar por esse legado, garantindo que ele não só seja protegido, mas também valorizado e vivido em toda sua plenitude. Afinal, a memória de um povo é a base sobre a qual se constrói o futuro.

 

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