VACINAS

Recife define quantidade de 200 mil doses para compra da vacina e dará prioridade para trabalhadores da educação

O prefeito do Recife formalizou, nessa segunda-feira (1º), que buscará esse quantitativo junto ao consórcio formado pela Frente Nacional de Prefeitos (FPN)

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 02/03/2021 às 15:24
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YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
Através do consórcio com formado em conjunto com outras 100 prefeituras, espera-se a aquisição de pelo menos 200 mil doses - FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
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O prefeito do Recife João Campos comunicou, nesta terça-feira (2), que a capital pretende comprar 200 mil doses de vacinas contra a covid-19, e que dará prioridade para os profissionais da área da educação na primeira fase do Plano Vacina Recife. O quantitativo previsto pela Prefeitura do Recife deverá ser adquirido através do consórcio formado pela Frente Nacional de Prefeitos (FPN), que tem como objetivo acelerar a vacinação dos grupos que já estão sendo atendidos nos municípios. 

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“Ontem formalizamos a manifestação de interesse para o Recife participar do consórcio da Frente Nacional de Prefeitos para a aquisição de vacina. E hoje já definimos o quantitativo que o Recife vai pedir – pelo menos, 200 mil doses. Com isso, nós vamos conseguir aumentar a velocidade da vacinação dos idosos e conseguir fazer a vacinação dos trabalhadores da educação. Só na rede própria do Recife, são 10 mil trabalhadores da educação que nós queremos vacinar da maneira mais rápida possível”, explicou o prefeito João Campos.

 O secretário de educação Fred Amâncio esclareceu quais são as categorias profissionais que estão entre os trabalhadores da educação: “nós temos, além dos professores, no caso da rede municipal, nós temos os auxiliares de desenvolvimento infantil que trabalham na escola, os assistentes de educação especial, e ainda os administrativos das escolas", afirmou Amâncio. 

"E, além disso, tem os terceirizados, merendeiras, o pessoal da limpeza, vigilância e portaria. No caso da rede estadual, novamente, tem também os professores, mas também tem os assistentes administrativos, os analistas e os terceirizados”, completou o secretário.

A FNP realizou a primeira reunião sobre a criação do consórcio público para a compra de vacinas, nessa segunda-feira. O grupo reunirá cerca de 100 prefeituras, entre capitais e cidades de médio porte. O prefeito João Campos, que participou do evento, assinou a manifestação de interesse para integrar o grupo. Na próxima sexta-feira (5), a frente enviará um texto-base para que todos os gestores possam preparar seus projetos de lei e enviá-los à Câmara de Vereadores.

O projeto que formaliza o ingresso da gestão no consórcio precisa ser aprovado pelos parlamentares até o próximo dia 19 de março. João Campos também destacou a adoção de medidas restritivas anunciadas pelo Governo do Estado, ontem. 

 “As decisões não são fáceis, mas, sim, decisões necessárias para salvar vidas. Vamos juntos, com muita responsabilidade, cada um fazendo a sua parte, mantendo o distanciamento social e podendo intensificar a vacinação do Recife. Juntos vamos vencer a pandemia e poder olhar para o futuro, sim, com esperança de que dias melhores virão.”, declarou o gestor.

SIMPERE

 O Sindicato dos Profissionais da Educação Municipal (Simpere) tem reivindicado o fechado das escolas até que os professores e administrativos possam ser vacinados. De acordo com o sindicato, a comunidade atendida pela educação municipal é a que mais tem sofrido na pandemia seja pelo aumento no gás de cozinha, rodízio de água, a falta de tratamento de esgoto e a suspensão do auxílio emergencial. ESCOLAS 

Para os trabalhadores em educação, a possibilidade de volta às atividades presenciais neste momento gera insegurança. "É uma política genocida de Paulo Câmara e de João Campos. Abrir as escolas agora é condenar os trabalhadores, o porteiro, a merendeira, as professoras, administração, gestão e a comunidade escolar a um verdadeiro matadouro", declara a  Coordenadora Geral do Simpere, Claudia Ribeiro.

 

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