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Covid-19: Navio faz quarentena no Porto de Suape, no Grande Recife, após quatro tripulantes filipinos apresentarem sintomas da doença

A embarcação, com 21 tripulantes, está em quarentena. O acesso à embarcação está proibido, exceto a subida a bordo de profissionais para atenção médica

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 21/05/2021 às 17:27
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DIVULGAÇÃO/SUAPE
Porto de Suape fica localizado em Ipojuca, na Região metropolitana do Recife - FOTO: DIVULGAÇÃO/SUAPE
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A embarcação de um navio que atracou no Porto de Suape, em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, se encontra em quarentena no local após quatro tripulantes filipinos apresentarem sintomas da covid-19. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi determinada a testagem dos suspeitos, mas ainda sem resultado. Ao todo, 21 tripulantes se encontram isolados.

Por conta da suspeita, os quatro tripulantes foram solicitados a desembarcar do navio nesta sexta-feira (21). Eles apresentaram sintomas como dificuldade respiratória, febre e tosse desde o último 14 de maio. O acesso à embarcação do navio que se encontra no Porto de Suape está proibido, exceto a subida a bordo de profissionais para atenção médica. A reportagem do JC entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) e com o Porto de Suape, mas nenhum dos dois se pronunciaram sobre o caso.

O anúncio da Agência se dá um dia após o Maranhão confirmar novos casos de covid-19 provocados pela variante do coronavírus B.1.617, originada na Índia, que tem preocupado o mundo em decorrência da sua fácil disseminação. A princípio, ela foi identificada em um indiano de 54 anos que deu entrada em um hospital da rede privada em São Luís na última sexta-feira (14). Ele era um tripulante do navio MV Shandong da ZHI, embarcação que veio da Índia.

>> Saiba o que é a cepa indiana do coronavírus diagnosticada no Maranhão


O que é a cepa indiana?

Descoberta em outubro de 2020, a variante indiana B.1.617 possui três versões, que contam com pequenas diferenças. Uma análise genética descobriu que elas têm mutações importantes no genes que codificam a espícula, uma proteína que fica localizada na superfície do vírus e é responsável iniciar a infecção ao se conectar com as células do corpo humano.

Entre as alterações, três delas chamaram a atenção de cientistas: a L452R, a E484Q e a P681R. A mutação L452R, no entanto, já havia sido observada em duas variantes detectadas em Nova York e na Califórnia, nos Estados Unidos. Já a E484Q é similar com a E484K, uma alteração encontrada no Brasil, Reino Unido e África do Sul. A mutação P681R, por sua vez, aparentemente é exclusiva das Índia e ainda não se sabe, ao certo, qual o seu comportamento.

Em linhas gerais, os novos aprimoramentos podem representar que as pessoas tenham uma maior facilidade para se infectar pelo novo coronavírus. Nesse caso, se antes era necessário uma carga de vírus maior para que o ser humano pudesse se infectar, agora isso pode ocorrer uma carga mais baixa.

Covid-19 em Pernambuco

Nesta sexta-feira, Pernambuco bateu, pela segunda vez na semana, o próprio recorde no número de confirmações de casos de covid-19 em 24 horas. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), mais 3.969 pessoas foram diagnosticadas com a doença, número que ultrapassou o do último dia 19 de maio - que teve 3.195 novos infectados - que era o maior índice até então. Além disso, o Estado apresenta, pelo sétimo dia consecutivo, uma tendência de alta na média móvel de casos. A média móvel é entendida como o índice ideal para medir o avanço da pandemia em um local. Ela contabiliza a média dos últimos sete dias (contando com hoje) e compara com 14 dias atrás.

Também foram confirmados 66 óbitos nas últimas 24 horas, que ocorreram entre os dias 22 de janeiro de 2021 e essa quinta-feira (20). Com isso, o Estado totaliza 15.258 mortes pela covid-19.

 

 

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