Manifestação

Manifestantes não seguem recomendação do MPPE sobre aglomerações e protestam contra Bolsonaro no Recife

Por volta das 10h15, os manifestantes saíram da concentração na Praça do Derby em direção ao centro do Recife

JC
JC
Publicado em 19/06/2021 às 10:36
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Tião Siqueira/JC Imagem
Ato contra Bolsonaro no Recife no dia 19 de junho de 2021 - FOTO: Tião Siqueira/JC Imagem
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Atualizada às 13h16

Mais um protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está sendo realizado na manhã deste sábado (19) no Recife, a despeito da recomendação do MPPE para a não realização de atos que gerem aglomerações. Por volta das 10h15, os manifestantes saíram da concentração na Praça do Derby, área central da capital pernambucana, passando pela Avenida Conde da Boa Vista em direção à Avenida Guararapes. 

Participaram do ato políticos como os vereadores do Recife Ivan Moraes (Psol) e Dani Portela (Psol) o mandato coletivo das Juntas (Psol) e a deputada federal Marília Arraes (PT). "O ato está saindo agora aqui do Derby, vai começar. Como a gente falou, vai ser maior. 2022 não pode esperar, porque Bolsonaro mata mais do que o vírus. Fora Bolsonaro", afirmou Dani Portela (Psol) em seu Instagram.

"Bolsonaro já se mostrou que é mais perigoso que o vírus. Por isso que a gente precisa ir para as ruas. Nenhum governo cai, ou nenhum desgoverno cai, sem ter o povo mobilizado. Então por isso que a gente está aqui e no dia 19 de junho está sendo maior e vai ser cada vez maior a mobilização contra Bolsonaro", disse Marília Arraes em suas redes sociais. 

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) está acompanhando a realização do ato, mas apenas monitorando, sem intervir. A equipe de reportagem da TV Jornal avistou viaturas apenas na esquina da Rua da Aurora com a Avenida Conde da Boa Vista. A equipe também presenciou a formação de aglomerações, mas todas as pessoas utilizavam máscaras e tentavam manter o distanciamento social. Em determinados momentos, os manifestantes faziam fila indiana durante o percurso. 

"Todo mundo de máscara boa, todo mundo com distanciamento, está rolando muito álcool 70% na mão de todo mundo. A gente está aqui para mostrar que para tirar o genocida precisa de muita gente organizada na rua e na rua com responsabilidade, é isso que a gente faz", disse Ivan Moraes ainda na concentração do ato em vídeo publicado nas suas redes sociais. 

Este é o primeiro ato depois da ação truculenta do Batalhão de Choque no dia 29 de maio, que resultou na perda parcial da visão de dois homens que sequer participavam da manifestação e foram atingidos por balas de borracha. A vereadora do Recife Liana Cirne (PT) também foi agredida com spray de pimenta por policiais da Radiopatrulha.

A manifestação foi convocada por movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda, como as Frentes Povo sem Medo e Brasil Popular, Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, PT, PSOL, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União dos Estudantes de Pernambuco (UEP).

"Além da capital, o partido estará nas ruas de Serra Talhada, Petrolina, Caruaru e Surubim numa manifestação civilizatória pela vida para exigir a saída do presidente do Brasil Jair Bolsonaro do poder. Além disso lutar por vacina, mais empregos e renda básica para todos e repudiar a violência policial. O protesto será acompanhado pelo setor jurídico do partido para salvaguardar os militantes que estarão presentes", afirmou o PSOL-PE, através de nota.

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Um grupo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) empunham objetos que remetem ao formato de seringas, cada um com uma frase diferente - Filipe Jordão/JC Imagem
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Ato contra o presidente Jair Bolsonaro no dia 19 de junho de 2021 - Filipe Jordão/JC Imagem
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Ato no Recife contra o presidente Jair Bolsonaro - Filipe Jordão/JC Imagem
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Ato no Recife contra o presidente Jair Bolsonaro - Filipe Jordão/JC Imagem
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Ato contra Bolsonaro no Recife no dia 19 de junho de 2021 - Tião Siqueira/JC Imagem

Há bandeiras do Psol, do partido Unidade Popular (UP), da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), da Central Sindical e Popular (CSP) Conlutas, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (UESPE), além de cartazes pedindo "Vacina para Todos", "Fora Bolsonaro" e "Estudantes contra o fascismo". 

A promotora de vendas Bárbara Queiroz, disser ter escolhido participar da manifestação como uma forma de "lutar por um país melhor". "Contra tudo isso que está acontecendo no nosso país com esse governo genocida que está nos matando a cada dia sem vacina, sem educação, sem moradia, sem saúde, sem alimentação, e a gente precisa muito disso. Eu estou cansada disso", afirmou Bárbara, emocionada. 

Ela também se queixou da ação da PM no último ato no dia 29 de maio, do qual ela também participou. "A Polícia Militar, da outra vez nos atacou, a gente em um movimento pacífico enquanto eles nos atacava, com bombas, pegando em gente de família que a gente só quer um país melhor", disse. 

"Importante protestar porque a gente quer um Brasil melhor do que já tivemos e agora o Brasil é a vergonha do mundo. Para pedir Fora Bolsonaro, só isso. Nós vamos tirá-lo. Dias melhores virão", afirmou a aposentada Edna Câmara. 

Edna parabenizou quem foi às ruas para participar do ato. "(Estão) certíssimos. As pessoas vem a rua para trabalhar, em um ônibus lotado, para passar fome. Elas estão passando fome, dobrou o número de moradores de rua, então elas tem que vir protestar também", disse. 

MPPE

Na recomendação (02/2021) expedida pelo MPPE na última quinta-feira (17), o MPPE pede que os envolvidos na organização das manifestações se abstenham de provocar aglomerações, para prevenção de contágio pelo novo coronavírus.

O órgão considera o atual decreto estadual em vigor (Decreto Estadual nº 50.846) com as medidas restritivas no estado. Ele estabelece que "permanece vedada no Estado a realização de shows, festas, eventos sociais e corporativos de qualquer tipo, com ou sem comercialização de ingressos, em ambientes fechados ou abertos, públicos ou privados, inclusive em clubes sociais, hotéis, bares, restaurantes, faixa de areia e barracas de praia, independentemente do número de participantes".

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