manifestação

Mais de 60 famílias realizam protesto em conjunto habitacional no Arruda, na Zona Norte do Recife

Segundo os moradores, eles precisaram sair de suas residências há três meses, porque a prefeitura da capital pernambucana interditou dois blocos e informou que iria fazer uma reforma no local. No entanto, até o momento, nada foi feito

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 15/09/2021 às 13:46
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Dyandhra Monteiro/TV Jornal
Blocos A e B do o Condomínio Conjunto Habitacional do Arruda foram interditados pela prefeitura do Recife - FOTO: Dyandhra Monteiro/TV Jornal
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Com informações de Dyandhra Monteiro, da TV Jornal

Mais de 60 famílias que foram retirados do Condomínio Conjunto Habitacional do Arruda, na Zona Norte do Recife, realizam um protesto na tarde desta quarta-feira (15). De acordo com os moradores, eles precisaram sair de suas residências há três meses, porque a prefeitura da capital pernambucana interditou dois blocos e informou que iria fazer uma reforma no local. No entanto, até o momento, nada foi feito.

"Só queremos o direito da gente. Não podemos ficar dentro das nossas casas, porque elas vão cair e não podemos sair, porque temos que pagar aluguel", declarou a moradora Edjane Nascimento, em entrevista à TV Jornal.

Ainda segundo os moradores, a princípio, prefeitura do Recife ofereceu uma assistência financeira no valor de R$1.500 (R$ 500 para cada mês). No entanto, a reforma ainda não foi realizada e a gestão municipal quer oferecer um auxílio financeiro de R$ 200. Para os residentes, o valor está abaixo do necessário para conseguir morar em outro lugar.

"Eu morava aqui com meus filhos e não sei o que fazer, porque não tenho condições de morar de aluguel com esse dinheiro", falou a moradora Edla Gomes.

Dyandhra Monteiro/TV Jornal
Blocos A e B do o Condomínio Conjunto Habitacional do Arruda foram interditados pela prefeitura do Recife - Dyandhra Monteiro/TV Jornal
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Blocos A e B do o Condomínio Conjunto Habitacional do Arruda foram interditados pela prefeitura do Recife - Dyandhra Monteiro/TV Jornal

Ao todo, o conjunto habitacional conta com dez blocos. Desses, dois foram interditados pela gestão municipal: o bloco A e o bloco B. Foram esses moradores que foram impedidos de ficar em suas residências.

Apesar de só dois blocos terem sidos condenados a cair, os outros oito também apresentam problemas em suas estruturas. É possível ver rachaduras nas paredes e na base dos prédios. "Eu, que tenho um filho com deficiência, moro em uma área de risco. Não pode nem chover que entra água pela parede", disse Edjane.

Em nota, a Secretaria de Saneamento do Recife (Sesan) afirmou que não há nenhum atraso no pagamento dos benefícios acordados com os moradores do Conjunto Habitacional Beira Rio. "No mês de maio, as 64 famílias que precisaram desocupar os apartamentos receberam pecúnia, no valor de R$ 1.500,00. Ainda em setembro, eles receberão seis parcelas do auxílio-moradia, retroativo a abril, no valor total de R$ 1.200,00", explicou.

A pasta informou ainda que o decreto autorizando o pagamento será publicado ainda nesta quarta-feira (15), numa edição extra do Diário Oficial do Município, permitindo que os trâmites administrativos comecem imediatamente. Por fim, afirmou que, "enquanto isso, a recuperação estrutural dos blocos afetados está prevista para começar em outubro, com prazo de conclusão de quatro meses".

 

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