VIOLÊNCIA

Primos são assassinados em Camaragibe, no Grande Recife. Crianças de 4 e 6 anos presenciaram crime

Assassinos roubaram uma televisão e um rádio para despistar a investigação, mas Polícia Civil acredita em vingança pela violência das mortes

JC
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Publicado em 26/09/2021 às 15:22
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Alexandre Gondim/JC Imagem
Segundo informações da Polícia Civil, os filhos da mulher, duas crianças de 4 e 6 anos, estavam na residência no momento do crime e teriam sido protegidos dos assassinos pelo avô das vítimas - FOTO: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Dois primos foram assassinados a tiros na noite do sábado (25/9) em Camaragibe, município da Região Metropolitana do Recife. As vítimas foram identificadas como Cristiano da Silva, 33 anos, e Elisângela Cristina de Santana, 29. Segundo informações da Polícia Civil, os filhos da mulher, duas crianças de 4 e 6 anos, estavam na residência no momento do crime e teriam sido protegidos dos assassinos pelo avô das vítimas.

Inicialmente, o caso está sendo tratado pela Polícia Civil como um latrocínio (quando se mata para roubar) porque os desconhecidos fugiram levando uma televisão e um rádio. Mas a violência empregada no crime é um claro sinal de que os roubos foram oportunistas, para despistar a investigação. Cristiano da Silva levou três tiros: um na cabeça, outro nas costas ao tentar fugir, e um terceiro na nuca, quando já estava caído numa vala de um beco localizado próximo à residência em que vivia, na Rua da Linha, bairro de Jardim Primavera.

Elisângela Cristina também foi morta com violência: levou dois tiros no rosto. Por isso, a polícia trabalha com a hipótese de execução motivada por vingança. Segundo informações repassadas por testemunhas, Pele, como Cristiano era conhecido, teria discutido com uma pessoa durante o São João por causa de fogos na rua. Elisângela também teria tido outro desentendimento recente, mas não foi repassado detalhes. Os assassinos chegaram à casa das vítimas chamando por Cristiano.

Neste domingo (26), familiares das vítimas conversaram com a reportagem da TV Jornal durante a liberação dos corpos no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, área central do Recife, mas não quiseram gravar entrevista.

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