Concorrência Desleal

Concorrência motivou assassinato de funcionária de casa de rações no Grande Recife

De acordo com a polícia, os autores intelectuais do crime foram uma mulher, que é proprietária da casa de rações concorrente e o companheiro dela. A vítima era funcionária do estabelecimento e irmã do dono

Bruna Oliveira
Giovanna Torreão
Julianna Valença
Publicado em 30/09/2021 às 13:43
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Reprodução/TV Jornal
VIOLÊNCIA Suzana Neves foi morta com tiro na cabeça no dia 21 - FOTO: Reprodução/TV Jornal
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Atualizada às 20h

A Polícia Civil de Pernambuco cumpriu, na manhã desta quinta-feira (30), seis mandados de prisão e quatro de busca e apreensão referente ao assassinato da vendedora Suzana Neves de Almeida, de 29 anos, dentro de uma loja de rações em Abreu e Lima, no Grande Recife, no último dia 21 de setembro. O crime, flagrado por câmeras de segurança, teve a sua motivação revelada em coletiva de imprensa.

De acordo com a corporação, os autores intelectuais do crime foram uma mulher, que é proprietária da casa de rações concorrente e o companheiro dela, que já se encontrava recluso no sistema prisional desde dezembro do ano passado. A vítima era funcionária do estabelecimento e irmã do dono.

A motivação do crime seria uma inimizade entre a mandante do crime e o irmão da vítima, devido a disputa de clientes. "Desde dezembro do ano passado o Roberto, irmão da vítima, vinha recebendo diversos tipos de ameaças proferidas pela proprietária da casa de ração concorrente. Ele trabalhou durante 10 anos na casa de ração da autora intelectual do crime, presa hoje e depois saiu e inaugurou um comércio a poucos metros da primeira. Isso gerou um descontentamento, um sentimento de traição, que culminou no homicídio de Suzane", explica a delegada Estefânia Azevedo.

Roberto também iria ser morto, segundo a polícia. "Nós temos a informação de que os dois seriam mortos, ele [irmão da vítima] saiu segundos antes dos executores entrarem na loja e acreditamos que por isso não foi alvejado. Eles pretendiam fazer parecer um latrocínio e não uma execução, como de fato foi, por isso pegaram dinheiro, para despistar como o crime de mando", afirmou a delegada.

A investida contou ainda com a participação de mais dois presos, responsáveis por intermediar o contato entre os mandantes - a mulher e seu companheiro -, e executores da ação. No cumprimento do mandado de busca na residência da suspeita, foram apreendidos um carregador de pistola 380 e diversas munições.

"Tinha um motorista que participou da chegada e da fuga e sabia de toda a execução. Além também de outra pessoa que ficou na porta do estabelecimento para dar suporte aos que estavam na ação. Um dia antes do crime os suspeitos apareceram em imagens do estabelecimento, fazendo reconhecimento do local", relata Estefânia Azevedo.

Denominada "Concorrência Desleal", a operação tática foi desempenhada por policiais civis da 6ª Delegacia de Homicídios, sob o comando da delegada Estefânia Azevedo. Segundo a polícia, a mandante do crime foi autuada em flagrante por posse de arma de fogo e não resistiu à investida da Polícia. Os agentes cumpriram um mandado de prisão expedido pela Vara de Abreu e Lima.

Operação

Denominada "Concorrência Desleal", a operação tática foi desempenhada por policiais civis da 6ª Delegacia de Homicídios, sob o comando da delegada Stefany Azevedo. Segundo a polícia, a mandante do crime foi autuada em flagrante por posse de arma de fogo e não demonstrou resistência à investida da Polícia. Os agentes cumpriram um mandado de prisão expedido pela Vara de Abreu e Lima.

Segundo o delegado Diego Jardim, oito pessoas estavam envolvidas com o crime, três delas ainda não foram capturadas. A polícia civil continua com as investigações. "São pessoas que foram contratadas, iam receber quantias para matar as vítimas e isso demonstra que já estão inseridos no mundo criminoso", informou o delegado.

O crime

As câmeras de segurança do estabelecimento registraram toda a movimentação. As imagens mostram a vítima entregando o celular a um dos criminosos logo após ser abordada. Em seguida, ela recolhe o dinheiro do caixa e repassa ao outro homem. No momento em que está retirando o relógio do pulso, é baleada.

A mulher foi levada a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz de Rebouças, em Igarassu, e transferida para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife, onde morreu.

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