SAÚDE

Bebê "encontrado" no Sítio Histórico de Olinda recebe alta; decisão judicial definirá com quem ele vai ficar

Agora, a criança aguarda as decisões judiciais sob a custódia do Conselho Tutelar

Julianna Valença
Julianna Valença
Publicado em 16/11/2021 às 17:08
WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
A criança havia dado entrada no hospital no último dia 2 de novembro com uma infecção. - FOTO: WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
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O bebê recém-nascido deixado no Hospital Tricentenário, em Olinda, no último dia 2 de novembro, recebeu alta nesta terça-feira (16). A criança havia dado entrada no hospital com uma infecção, que foi tratada pelos profissionais de saúde. Agora, o bebê aguarda as decisões judiciais sob a custódia do Conselho Tutelar.

Segundo a assessoria da unidade de saúde, a alta da criança saiu ainda pela manhã, mas ele deixou o Hospital no início da tarde. A Conselheira Tutelar Cláudia, informou que o menor de idade aguarda na Casa de Acolhimento do Município até decisão judicial. “Estão aguardando primeiramente o resultado dos exames de DNA. Cabe à equipe técnica a parte de fazer todo o estudo de caso para realizar a sentença se ele vai para a família materna, paterna, ou adoção. Não existe previsão sobre a decisão”, declarou a profissional.

Entenda o caso

Na última quinta-feira (11), os supostos pais do bebê que teria sido deixado em uma sacola plástica no Sítio Histórico de Olinda, foram à delegacia do Varadouro prestar depoimento. Segundo o advogado do homem, o pai biológico é o mesmo que levou a criança ao Hospital Tricentenário e disse ser vendedor ambulante. No entanto, conforme o relato, a história inicialmente contada por ele era, na verdade, inventada.

O advogado do pai da criança, James Lancaster, disse que o homem e a esposa não sabiam da gravidez e ficaram desesperados por estarem desempregados. “Em momento algum houve o abandono da criança, na verdade, houve um direcionamento ao hospital para que ela pudesse ser tratada do jeito que merece e sobreviver. A mãe vinha menstruando todo mês, de forma irregular. Eles não estavam preparados, não foi feito o pré-natal”, declarou o advogado.

Ainda segundo James Lancaster, no dia do parto, o casal estava dormindo quando a mulher acordou sentindo incômodo, ela teria acordado com seu companheiro e pedido ajuda, ainda sem saber o que estava acontecendo. O parto do menino foi feito pelo próprio casal. “Ali mesmo, em 10 minutos, eles decidiram o que iriam fazer. Desesperados, pensaram que não teriam condições de criar o filho. Então, ele [o pai] pegou a criança e foi direto para o hospital”, concluiu o profissional.

À equipe do JC, o advogado contou que o homem entrou em contato com ele após ser intimado para prestar depoimento, ainda como o suposto vendedor ambulante. Juntos, eles resolveram que o melhor seria falar a verdade à polícia. Segundo James, o casal deseja ficar com a criança, com a guarda dela sendo dada à avó paterna.

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