JÚRI POPULAR

Saiba o que aconteceu no primeiro dia de júri popular de réu acusado de feminicídio da namorada

Jonata Zoberto Verçosa de Lima é acusado de ter matado Carolline Marry de Oliveira, em 2016, após show em Olinda

Filipe Farias
Filipe Farias
Publicado em 05/04/2022 às 20:35
Severino Soares / SJCC
A deputada Gleide Ângelo foi uma das testemunhas ouvidas no júri popular de Jonata Zoberto Verçosa - FOTO: Severino Soares / SJCC
Leitura:

Com informações de Michael Carvalho e Waldson Balbino, da TV Jornal

O primeiro dia do júri popular do reú Jonata Zoberto Verçosa de Lima, acusado de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, não dar chance de defesa à vítima e feminicídio), contra a vítima Carolline Marry de Oliveira, com quem ele tinha um relacionamento, aconteceu nesta terça-feira (5), na Vara do Tribunal do Júri do Fórum de Olinda.

O crime de feminicídio aconteceu na madrugada do dia 23 de outubro de 2016, dentro do carro do suspeito, após a saída de um show no Complexo de Salgadinho, em Olinda.

A juíza Flávia Fabiane Nascimento Figueira, que preside o julgamento, iniciou o primeiro dia de audiência às 9h e, ao longo do dia, ouviu três testemunhas que foram arroladas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE): dois peritos do Instituto de Criminalística, além da deputada estadual Gleide Ângelo, que, na época, atuou no caso como delegada.

Segundo a política, o réu teria apresentado cinco versões para o crime. "Ele (Jonata Zoberto) conta que foi abordado no Complexo Salgadinho, quando o bandido chegou, ele entregou o celular e arrancou com o carro. Quando viu, a moça, a vítima, estava desmaiada. Porém, quando saiu a perícia, mostrou que o tiro foi dado dentro do carro. Tinha pólvora dentro do carro... O tiro foi no coração", declarou Gleide Ângelo.

O advogado do reú disse que o Estado negligenciou no caso e não procurou o verdadeiro assassino. "O inquérito e o processo são favoráveis a esse entendimento, que o réu não praticou o delito. E, o mais grave, que o Estado teve toda a oportunidade de fazer justiça, procurar e de encontrar o verdadeiro da moça", falou Marcellus Ugiette.

Durante a audiência ainda houve o interrogatório do réu, antes que o júri fosse suspenso por volta das 19h.

RETOMADA

O júri popular retoma nesta quarta-feira (6), às 9h, na fase de debates entre acusação e defesa, com 1h30 de duração para cada. Depois, poderá acontecer réplica do MPPE com duração de 1h e tréplica da defesa também com 1h de duração. Encerrado o debate, os jurados reúnem-se em uma sala reservada para decidirem pela culpa ou inocência do réu. Em seguida, a juíza fará a leitura da sentença no plenário.

Comentários

Últimas notícias