PISO SALARIAL

PISO SALARIAL DOS ENFERMEIROS: aumento salarial beneficiará 126 mil profissionais, diz categoria

Representantes da categoria e dos hospitais e serviços de saúde divergem quanto à criação do piso salarial nacional

Bruno Vinicius
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Bruno Vinicius
Publicado em 05/05/2022 às 15:01 | Atualizado em 05/05/2022 às 15:09
ALEX OLIVEIRA/JC IMAGEM
Enfermeiros protestam na Praça do Derby pela aprovação da PL no Senado - FOTO: ALEX OLIVEIRA/JC IMAGEM
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Com 126 mil profissionais de enfermagem em Pernambuco, representantes da categoria e dos hospitais e serviços de saúde divergem quanto à criação do piso salarial nacional - aprovado nesta quarta-feira (5) na Câmara dos Deputados, esperando a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Enquanto o Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) defende o aumento salarial para os enfermeiros, o Sindicato dos Hospitais alega que não conseguirá arcar com os custos da aprovação.

"Esse piso é uma conquista histórica da enfermagem. Lutamos por esse piso há mais de 20 anos. Toda a categoria profissional e a população serão beneficiados com um serviço de qualidade", explica a chefe da Fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco, Ivana Andrade. 

"Esse é o pontapé inicial para um salário digno para a enfermagem. Mas precisa ter investimento na saúde para dar condições adequadas, de insumos, para uma prestação de assistência de qualidade aos pacientes. As condições de trabalho são precárias - estrutura física e estrutura de repouso -, são condições precárias. Temos muitos profissionais com problemas psicológicos, com cargas horárias exaustivas que os expõem ", frisou Ivana. 

O projeto aprovado pelos deputados define como salário mínimo inicial para os enfermeiros o valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados.

Sindicato dos Hospitais

A vice-presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco, Paula Meira, explica que o aumento prejudicará o funcionamento dos serviços de saúde. "Todos que têm conhecimento ou que optam por sistema complementar de saúde, sabe que os custos estão elevados, pela modernização da medicina e pelas novas opções que existem de tratamento", disse Paula Meira, em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

"Portanto, os pisos nacionais não deveriam funcionar dessa forma. Poderia citar o exemplo da cesta básica, que vocês fazem pesquisa: é diferente no Rio, em São Paulo, em Cabrobó e regiões mais distantes. Então, o piso salarial, para além dele, existe a insalubridade, há o descanso remunerado, existe férias e 13º, existem horas extras", aponta a representação dos hospitais. 

"Há todas essas situações e o SUS não reajusta sua tabela desde 1998. Os próprios planos de saúde não conseguem repassar para a população por causa da sofisticação da medicina. E cada vez mais a população precisa recorrer a sistemas mais simples", complementou Paula.

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