CHUVAS

Chuvas em Pernambuco: Há 695 pessoas desabrigadas e 285 desalojadas, diz Defesa Civil

De acordo com o balanço da Defesa Civil do Estado, divulgado no início da tarde desta quinta-feira (26), ficaram 695 desabrigados e 285 desalojados em todo Estado

Bruno Vinicius
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Bruno Vinicius
Publicado em 26/05/2022 às 15:50
Bruno Campos/JC Imagem
Retirada dos corpos no Córrego do Abacaxi, bairro de Caixa D'Água, Olinda - FOTO: Bruno Campos/JC Imagem
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As chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife e Zonas da Mata Norte e Sul de Pernambuco deixaram um rastro de destruição. De acordo com o balanço da Defesa Civil do Estado, divulgado no início da tarde desta quinta-feira (26), ficaram 695 desabrigados e 285 desalojados em todo estado. 3 pessoas foram mortas em decorrência de deslizamentos de terra, em Olinda, e uma pessoa está desaparecida por causa de enchentes.

Corpo de Bombeiros, através da Central de Operações da CODECIPE, confirmou que encontrou o casal que estava desaparecido desde a madrugada da quarta (25) no Córrego do Abacaxi, em Águas Compridas, em Olinda. As vítimas foram identificadas como Sérgio Pimentel dos Santos, de 53 anos, e Rosimery Oliveira da Silva, de 47 anos.

Segundo a Defesa Civil, há 695 desabrigados e 285 desalojados em todo estado. Em Olinda, são 196 pessoas desabrigadas e 30 estão desalojadas. No Recife, 499 pessoas estão desabrigadas e 82 estão desalojadas. Em São José da Coroa Grande, na Mata Sul, 70 pessoas estão desabrigadas. Na Região Metropolitana do Recife, o município de Igarassu registra 68 pessoas desalojadas e o Cabo de Santo Agostinho 18 pessoas desalojadas, além de outras duas pessoas em Camaragibe na mesma situação. Na Mata Sul, o município de Xexéu tem 12 pessoas desalojadas e em Palmares, local das enchentes de 2010, há três pessoas desalojadas.

Uma dessas pessoas é a artesã Nilda Oliveira, de 71 anos. Ela mora em Jardim Atlântico, em Olinda, desde 1979. Quando se mudou para o local, as enchentes não aconteciam. Chegava a ficar com água na rua, mas dentro de casa ela garante que só entrou a partir da construção do canal. "A gente fica o dia todo naquela agonia, tenho câmera e o dia todo a família fica ligando. Dessa vez foi a cachorra que deu o alerta. Eu fui dormir 22h, estava tudo tranquilo, mas a cachorra deu o alerta e a gente se levantou. Já tinha levantado as coisas, agora a gente tem caixa de plano de fuga", diz Nilda, que foi para a casa da sogra de 98 anos.

Apesar da familiar morar próximo, lá não alaga. É o ambiente seguro que artesã tem quando chove. Já virou rotina. De volta, agora se depara com o lar revirado, sendo mais um gasto para ela. "Vem uma equipe todinha para limpar tudinho, o gasto, para poder voltar. A casa fica essa destruição. O coração fica deste tamanhinho, porque tudo é é da gente, né? A gente tem que agradecer a deus, porque temos uma uma família que nos acolhe e não acontece nada demais com a gente. Mas a casa e o gasto é grande, e a gente pode repor muita coisa", explica, indagando: "E quem não pode? Perde a vida por causa da inconsequência dos políticos".

RECIFE

Em decorrência das fortes chuvas, o Recife ainda possui 266 famílias desabrigadas e 25 famílias desalojadas. A informação é da Defesa Civil da Cidade, que afirmou que as pessoas desabrigadas foram acolhidas em equipamentos comunitários articulados pelos órgãos.

De acordo com a Defesa, os desabrigados estão em locais escolhidos pelo órgão nos bairros Linha do Tiro, Coqueiral, Várzea, Iputinga, Brejo de Beberibe, Caxangá, Dois Irmãos e Campina do Barreto, enquanto que os desalojados estão em casas de amigos e parentes.

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