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Antes de reunião, Bolsonaro critica governadores e diz que população sentirá 'na pele'

Presidente criticou governadores pouco antes de reunião marcada para discutir reabertura econômica e ajuda financeira

Gabriela Carvalho
Gabriela Carvalho
Publicado em 21/05/2020 às 9:49
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SERGIO LIMA/AFP
Bolsonaro defendeu posição que vai de encontro a orientações do Ministério da Saúde - FOTO: SERGIO LIMA/AFP
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta quinta-feira (21), sem mencionar nomes, os governadores de estados e disse que a população vai ter que "sentir na pele quem são essas pessoas". As informações são do site UOL.

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Na conversa com populares na saída da residência oficial, Bolsonaro ouviu reclamações de um apoiador sobre um suposto recolhimento de bandeiras do Brasil de automóveis durante uma carreata pró-governo em Fortaleza. Em resposta ao apoiador o presidente disse:

"Imaginem uma pessoa do nível dessas autoridades estaduais na Presidência da República. O que teria acontecido com o Brasil já. Vocês vão ter que sentir um pouco mais na pele quem são essas pessoas para, juntos, a gente mudar o Brasil. Mudar à luz da Constituição, da lei, da ordem."

A declaração foi feita pouco antes do presidente se reunir remotamente com os governadores de todo o Brasil para discutir a reabertura econômica e a ajuda financeira aos estados para combater a pandemia do novo coronavírus. A videoconferência entre o presidente e governadores está marcada para as 10h de hoje.

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Desde o início da pandemia do coronavírus, Bolsonaro e boa parte dos governadores têm mantido uma relação conflituosa, especialmente a respeito do impacto da pandemia na economia.

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Na pauta da reunião, está a sanção do projeto de socorro emergencial aos Estados e municípios para o enfrentamento dos efeitos decorrentes da pandemia do novo coronavírus. O projeto foi aprovado no Senado no dia 6 de maio e até hoje não foi sancionado por Bolsonaro.

O programa de socorro previsto na proposta destina R$ 60 bilhões aos Estados e municípios para compensação de perdas de receita e ações de prevenção. O presidente quer vetar a possibilidade de reajuste dos salários dos servidores até 2021, mas quer chegar a um acordo com os governadores antes. O prazo para ele decidir sobre o projeto acaba no dia 27.

Além dos chefes estaduais, devem participar do encontro virtual os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e os ministros: Paulo Guedes (Economia), Fernando Azevedo (Defesa), Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral).

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