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João Campos traz ao debate investigação do MPPE contra Marília Arraes

"Ela é acusada pelo MPPE de ter funcionários fantasmas no seu gabinete, e o Recife precisa saber sobre isso", disparou João Campos. Marília rebateu, afirmando que o fato estaria sendo "requentado" e já foi inocentada anteriormente pela Justiça.

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Publicado em 24/11/2020 às 12:10
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YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
João Campos (PSB) participa de debate na TV Jornal - FOTO: YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
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Eleições de 2020 - Arte: JC

Atualizada às 12h59

Candidato a prefeito do Recife, o deputado federal João Campos (PSB), trouxe à tona durante o debate da TV Jornal, nesta terça-feira (23), a investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sobre supostos funcionários fantasmas lotados em seu gabinete enquanto Marília Arraes (PT) era vereadora do Recife.

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No segundo bloco, em que os candidatos fazem perguntas entre si com temas livres, João Campos questionou sua adversária sobre qual seria o critério para montar sua equipe administrativa. Segundo Marília, o critério a ser adotado seria técnico, aproveitando para criticar o que chamou de "compromisso político", referindo-se ao arco de 10 partidos que compõe a Frente Popular do Recife e dão sustentação a base de apoio do socialista. 

"Não teremos compromisso político como sua coligação, que tem desde o PCdoB até o partido dos filhos de Bolsonaro (Republicanos). Vamos ter equipe competente para não deixar recurso federal voltar por incompetência de projeto. Nosso projeto das creches zerar as filas, espaços comunitários, combatendo a violência doméstica. Gestão muito mais compromisso porque fazemos política sem intermediários", afimou a candidata a prefeita. 

Em sua réplica, João Campos lembra que foi o primeiro deputado federal a fazer seleção pública para compor sua equipe de assessores na Câmara dos Deputados e neste momento, aproveita para falar sobre o caso do MPPE que, inclusive, foi usado em seu guia eleitoral nesta segunda-feira (23). "A candidata Marília não pode dizer o mesmo. Ela é acusada pelo MPPE de ter funcionários fantasmas no seu gabinete, e o Recife precisa saber sobre isso", disparou. O processo ao qual o candidato se refere é datado de dezembro do ano passado. Segundo Marília, já havia sido inocentada pela justiça sob os mesmos fatos desta investigação. "Esse fato está sendo requentado junto com diversas fake news", declarou. 

Gênero

Os candidatos também focaram na questão de gênero no Recife. Marília Arraes salientou por diversas vezes o fato de ser mulher e mãe, pontos que segundo ela contam ao seu favor. Já João Campos defendeu a sua proposta de garantir a equidade na composição da sua gestão.

Já João lembrou da sua promessa feita ainda no primeiro turno de preencher 50% dos cargos de liderança na sua eventual gestão. "Eu fui o primeiro e único candidato desta eleição a, já no primeiro turno, garantir que, no mínimo, 50% dos cargos de liderança da prefeitura serão ocupados por mulheres. A gente vai fortalecer, sim, a luta pela igualdade de gênero na nossa gestão. Nós vamos fazer uma equipe técnica, eficiente, que pode entregar resultado", afirmou Campos. 

Na réplica, Marília questionou o porquê dessa equidade não ter sido observada na atual gestão do prefeito Geraldo Julio. "Não sei porque não fazem a equidade de gênero agora que a essa gestão representa. A mulher pode estar onde ela quiser, pode estar abrindo seu próprio negócios, Recife nunca teve uma prefeita. Vamos mudar os rumos das políticas públicas, todas as pessoas", rebateu Marília.

Confira o Debate da TV Jornal completo:

 

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Eleições de 2020 - FOTO:Arte: JC

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