ELEIÇÕES 2020

Datafolha: No Recife, Marília Arraes tem 43%; João Campos, 40%

Pesquisa mostra a petista e o socialista em empate técnico. Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Marília tem 52% e João, 48%

JC
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Publicado em 26/11/2020 às 19:34
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Arte sobre fotos de Arnaldo Carvalho e Yacy Ribeiro/JC Imagem
João Campos e Marília Arraes disputam o segundo turno das eleições no Recife - FOTO: Arte sobre fotos de Arnaldo Carvalho e Yacy Ribeiro/JC Imagem
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Reforçando o cenário de disputa acirrada demonstrado na última pesquisa Ibope/JC/Rede Globo, o instituto Datafolha trouxe, nesta quinta-feira (26), os candidatos a prefeito do Recife, Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB), em um empate técnico. Considerando os votos totais, a petista marca 43%, enquanto o socialista aparece com 40% das intenções. Brancos e nulos somam 13% e 4% dos eleitores não sabem ou não quiseram responder. Levando em conta os votos válidos, quando são excluídos os votos brancos, os nulos e os eleitores indecisos, Marília tem 52% e João, 48%. O levantamento, contratado pela Rede Globo e Folha de S.Paulo, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em 19 de novembro, Marília tinha 41% das intenções de votos totais e João Campos marcava 34%. Os eleitores que declararam votar em branco ou nulo eram 21% e 3% não sabiam ou não quiseram responder.

O cientista político Alex Ribeiro chama a atenção para a queda de oito pontos no número de brancos e nulos e um crescimento mais expressivo de João Campos, de 34% para 40%, na comparação com o levantamento anterior do instituto. "O percentual de brancos e nulos diminuiu de 21% para 13%. Diante disso, percebe-se que a maioria desses votos foi para o candidato do PSB. Os dois candidatos apostam nesses eleitores e também nos do campo da direita e centro-direita", analisa.

Analisando os números do Ibope, onde João passou de 39% para 43%, Marília foi de 45% para 41% e os brancos e nulos se mantiveram em 15%, a cientista política Priscila Lapa, por sua vez, avalia que os dados do Datafolha tornam mais difícil explicar a origem do crescimento do socialista.

"Quando o Ibope diz que não houve mudança nos brancos e nulos, significa que o crescimento de João foi na retirada de votos de Marília. Datafolha diz que houve declínio de brancos e nulos, provavelmente indo para João. Além disso, ele pode ter buscado uma parte dos votos de Marília. Fica mais difícil dizer exatamente de onde vem o crescimento. Ela teve uma ligeira subida, pode ter pego parte dos brancos e nulos. O fato é que o Datafolha deixa a disputa ainda mais indefinida nesse sentido. São várias movimentações ao mesmo tempo", diz.

Marília Arraes lidera entre os homens (46% a 36%). Entre as mulheres, ela fica no mesmo patamar de João, mas numericamente atrás (41% a 43%).

No recorte por faixa etária, a petista abre distância entre os eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos (47% a 33%). Na faixa etária seguinte, de 25 a 34 anos, ela tem 43%, ante 41% do socialista. No eleitorado de 35 a 44 anos, João fica numericamente à frente (45% a 37%). Entre quem tem de 45 a 59 anos, Marília lidera (48% a 34%). No grupo de eleitores com 60 anos ou mais, o candidato do PSB tem 44% e a candidata do PT, 43%.

Entre os eleitores com ensino fundamental, João tem 48%, e Marília, 42%. No grupo dos mais escolarizados, a petista lidera (47% a 32%).

No segmento de eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, Campos tem 44% das intenções de voto e Marília, 40%. Na faixa de eleitores que recebem de dois a cinco salários, a petista passa à frente (52% a 31%). Entre os mais ricos, ela mantém a preferência (47% a 34%).

Na análise por segmentos, Priscila Lapa destaca o crescimento de João entre os evangélicos (de 38% para 51%) e a liderança de Marília entre os mais jovens.

"Os números crescem para um e para outro em diferentes segmentos, mas não há uma inversão no eleitorado. Não houve uma mudança substancial, a não ser na questão dos jovens, onde ela abre uma dianteira maior, enquanto ele abre uma margem maior entre os evangélicos", diz.

Para os últimos momentos de campanha, Alex Ribeiro aposta que os dois candidatos sigam com estratégia de ataques. "No segundo turno, uma campanha acirrada assim deixa de ser mais propositiva e vai para um candidato tentando desconstruir o outro", afirma.

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 1.036 eleitores do Recife
Quando a pesquisa foi feita: entre 24 a 25 de novembro
Registro no TRE-PE: 06935/2020
Nível de confiança: 95%, o que quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 3 pontos, para mais ou para menos.
Contratantes: TV Globo e Folha de S.Paulo

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