Eleições 2022

PT-PE fala que estudará aliança com a Frente Popular, do PSB

As duas siglas têm se aproximado após a entrada de Lula (PT) na corrida presidencial de 2022

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 20/04/2021 às 21:54
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O socialista foi testemunha do ex-presidente no âmbito da Operação Zelotes - FOTO: Foto: Reprodução
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Em uma nota divulgada nesta terça-feira (20), a Executiva do PT em Pernambuco afirmou que irá analisar, no momento adequado, a possibilidade de uma aliança com a Frente Popular, capitaneada pelo PSB no Estado. Segundo a manifestação do PT-PE, a melhor tática eleitoral para 2022 será debatida conjuntamente com a direção nacional da legenda.

Nas últimas semanas, o PT e o PSB têm se reaproximado, diante da entrada na corrida eleitoral do ex-presidente Lula (PT), cujas condenações na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Triunal Federal (STF). Uma aliança nacional com o PSB, porém, dependeria da estratégia para a eleição de um sucessor do governador Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco.

"Para vencer esses desafios (derrotar Bolsonaro) temos plena sintonia com a orientação nacional de que é necessário buscar construir o maior número possível de alianças das forças progressistas nos Estados, objetivo que, como é natural, coloca Pernambuco no centro desse debate com o protagonismo que sempre teve no País", diz o texto da Executiva estadual do PT.

"Aguardaremos assim a abertura formal das discussões sobre as táticas a serem adotadas nos Estados, quando então definiremos o posicionamento do Partido em Pernambuco: alianças com outras forças (entre estas, a Frente Popular de Pernambuco) e indicação de nomes para eventuais composições majoritárias, ou a apresentação de candidatura ao governo do Estado", prossegue o partido.

Reaproximação

Nas últimas semanas, Lula e Paulo Câmara conversaram, em meio a uma série de movimentos do PT e do PSB com vistas a 2022. Depois, o senador Humberto Costa (PT) foi recebido pelo governador no Palácio do Campo das Princesas.

Em 2018, o apoio do PT foi central para a releeição de Paulo no primeiro turno. No ano passado, porém, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), foi eleito enfrentando a prima, Marília Arraes (PT), em uma campanha fortemente marcada pelo antipetismo na Capital.

Há dúvidas dentro do PSB sobre uma retomada da aliança com os petistas. Por um lado, o apoio de Lula poderia ajudar o ex-prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB), atual secretário de Desenvolvimento Econômico, no interior. Geraldo é o principal pré-candidato do PSB a sucessão de Paulo. Há uma ala do PSB, porém, que prefere marchar com o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) ou ter candidatura própria.

Do lado petista, também há grupos que resistem a uma nova aliança com os socialistas e desejam ter Marília como candidata ao Palácio do Campo das Princesas. Se a aliança não prosperar também há quem veja a possibilidade de Humberto disputar o Governo do Estado.

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