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Morte de Bruno Covas gera comoção no meio político

Ao longo de um ano e meio, o tucano demonstrou determinação e otimismo para tratar de um câncer agressivo já descoberto em processo de metástase

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Estadão Conteúdo

Publicado em 16/05/2021 às 10:40 | Atualizado em 16/05/2021 às 13:25
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Atualizada às 13h24
A morte precoce do prefeito Bruno Covas (PSDB), de 41 anos, na manhã deste domingo, 16, gerou comoção no meio político. Ao longo de um ano e meio, o tucano demonstrou determinação e otimismo para tratar de um câncer agressivo já descoberto em processo de metástase.
 
Desde abril, a doença evoluiu muito rapidamente e complicações em seu tratamento levaram à morte, pela primeira vez, de um prefeito de São Paulo durante o mandato. A consciência em relação ao avô, Mário Covas, que também morreu de câncer quando era governador do Estado, há 20 anos, torna a morte ainda mais marcante e sofrida entre amigos e familiares. Bruno Covas deixa o filho Tomás, de 15 anos.
 
Governador de São Paulo e ex-companheiro de chapa de Covas, João Doria agradeceu os momentos compartilhados com o prefeito. Em nota, Doria presta solidariedade aos pais de Covas, Renata e Pedro, o irmão, Gustavo e o filho, Tomás.
 
"Tive o privilégio de acompanhá-lo desde o início da vida pública, ao lado do seu avô Mario Covas. Tive a honra de tê-lo como vice, na prefeitura de São Paulo. E a alegria de ver seus ideais e realizações aprovados nas eleições de 2020. Bruno Covas era sensível, sereno, correto, racional, pragmático e ponderado. Voz sensata, sorriso largo e bom coração. Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre: ela segue, com fé, nas lições que ele nos ofereceu em sua vida. Muito obrigado, Bruno. Você foi e continuará sendo para todos nós, um eterno exemplo", escreveu.
Líder histórico do PSDB, o senador José Serra lamentou a morte precoce do prefeito, que classificou como "uma imensa perda". "Era uma bela figura humana e um grande quadro político. Fará muita falta a todos nós e à cidade de São Paulo, que ele vinha administrando com dedicação e competência."
O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, lamentou a perda humana e política com a partida de Covas. "Guerreiro Jovem. Jovem Guerreiro. Preparado para servir a vida pública, inspirador, decente, bem humorado, Amigo, pai amoroso. Na escassez de Grandes quadros na vida pública nacional é uma perda imensa. Que Deus acolha esse ser fantástico. E sua família seja imensamente confortada por sua exemplar vida. A Tomás do fundo do coração um afetuoso abraço", escreveu.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também prestou condolências à "família e aos amigos" de Covas. "Meus sentimentos em nome dos cariocas a todos os paulistanos pela morte do Prefeito Bruno Covas. Bruno foi um exemplo de homem público e gestor que continuará sendo seguido. Meu carinho especial à família e aos amigos próximos. Que Deus possa confortar seus corações", escreveu o prefeito do Rio no Twitter, minutos após a confirmação da notícia.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou "sentimentos aos familiares, amigos e correligionários de Bruno Covas, que nos deixou hoje após travar uma longa e dura batalha contra o câncer. Que Deus conforte o coração de sua família", disse, em sua conta do Twitter.
Também o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) deixou uma mensagem em seu perfil na rede social. "Recebo com tristeza a notícia da morte de Bruno Covas, com quem convivi na Câmara dos Deputados. Meus sinceros sentimentos aos familiares e amigos próximos", disse Molon.
O presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o tucano era "um jovem talento na política, que travou com coragem e otimismo uma árdua batalha". Lira afirmou ainda que admira a forma aguerrida como Bruno Covas "conduziu a pandemia na maior cidade do País e como fez sua campanha de eleição para a prefeitura".
 
Em nota de pesar assinada pelo líder do partido na Câmara, Rodrigo de Castro (MG), bancada do PSDB na Câmara dos Deputados afirma ter recebido a notícia do falecimento com "profundo pesar e consternação". "Sua partida prematura interrompe uma promissora trajetória e sua gestão à frente da prefeitura o credenciava a desafios maiores", afirmou.
O grupo afirma ainda que o PSDB perdeu "um grande companheiro" e o povo paulistano e o Brasil perdem um dos maiores líderes da sua geração. "Mais do que o sobrenome do avô Mário, referência para o PSDB e para a política, Bruno trazia muitas das suas qualidades: retidão de caráter, compromisso com a coisa pública, excepcional capacidade de gestão e de articulação e, acima de tudo, um democrata, que nunca abriu mão de seus princípios e do respeito aos adversários, mesmo em meio a eleições acirradas, como a última que disputou", completa. A bancada registra ainda "solidariedade e carinho" aos familiares do prefeito, especialmente o filho, Tomás, de 15 anos.
O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) também lamentou a morte de Covas. "Acabo de receber a tristíssima notícia do falecimento de Bruno Covas. Tão jovem, tão afável, tão idôneo. Com ele vai embora parte da nossa esperança. Descansa em paz", escreveu no Twitter. 
 
 
 
O apresentador Luciano Huck, considerado potencial candidato nas próximas eleições presidenciais, afirmou que a cidade de São Paulo está de luto. "Que tristeza. A cidade de São Paulo está de luto. O prefeito Bruno Covas partiu. Cedo demais. Fica o exemplo de um gestor moderno, que fez política com espírito público e responsabilidade. Um cara correto e trabalhador. Aos familiares, todo o meu carinho. Fiquem com Deus", disse pelo Twitter.
 
Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados, lamentou pelas redes sociais a morte de Bruno Covas. Maia anunciou sua desfiliação do DEM e havia especulações da sua ida para o PSDB, partido de Covas.
 
"Meus profundos sentimentos pelo falecimento tão prematuro de Bruno Covas, um grande colega e político do nosso País. Tivemos uma ótima relação na Câmara dos Deputados, depois ele já prefeito de São Paulo, estivemos sempre próximos", disse Maia. Em sua mensagem, Maia disse que o ex-prefeito "foi uma pessoa que sempre demonstrou muita força, e é um exemplo de luta para todos nós. Deixo meu abraço à sua família, em especial ao seu filho Tomás", declarou.
O senador Flávio Bolsonaro (Podemos-RJ) foi o primeiro membro da família do presidente da República, Jair Bolsonaro, a se manifestar publicamente sobre a morte do prefeito de São Paulo. Ele elogiou a luta de Covas, que continuou trabalhando pela cidade de São Paulo até o final da doença.
 
 
"Meu pesar pelo passamento de Bruno Covas. Sua postura à frente da maior cidade do Brasil, com dedicação absoluta até o último minuto que pôde, serve de inspiração a todos na vida pública. Que Deus o tenha e conforte a família", disse o senador pelo Twitter.
O líder do governo de João Dória na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Vinicius Camarinha (PSB) classificou o prefeito paulista como uma pessoa simples e trabalhadora. Caraminha lamentou a notícia "no momento em que mais precisamos de homens públicos lúcidos e coerentes". De acordo com o líder, ele e Covas trabalharam juntos na Alesp durante quatro anos, entre 2008 e 2012, e avaliou o prefeito como uma pessoa "simples, leal e trabalhadora". 
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, avaliou que o prefeito paulista será lembrado pelo seu carisma e realizações, lamentado a perda do que classificou como uma "uma jovem e promissora liderança política".
 
 
"Temos certeza de que será lembrado por seu carisma, suas realizações e seus posicionamentos democráticos: sempre aberto ao diálogo com os amplos setores da sociedade, entre eles o movimento sindical. Perdemos, enfim, uma jovem e promissora liderança política", disse Torres em nota.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse Bruno Covas era um dos maiores quadros de sua geração. "Com muita tristeza recebo, neste domingo, a notícia do falecimento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 41 anos. Bruno Covas era, sem dúvida, um dos maiores quadros da nossa geração, representante dos ideais da social democracia, valores defendidos pelo seu partido, o PSDB, que teve entre os fundadores o seu avô, Mário Covas", declarou, em nota divulgada há pouco.
Pacheco ressaltou que ingressou junto com Covas na Câmara dos Deputados em 2015 e disse que o tucano teve uma carreira vitoriosa que foi "tristemente interrompida". "Em nome do Congresso Nacional, expresso os meus profundos sentimentos de pesar ao seu filho, à sua família e à população de São Paulo", completou Pacheco, que também é presidente do Congresso.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que o País perde cedo demais um jovem talento da política brasileira. "Assim como seu avô, o governador Mario Covas, lutou bravamente pela vida e honrou o mandato que recebeu do povo paulistano até o final, sempre com altivez", afirmou. 
Skaf declarou que fica o exemplo de transparência e garra com que o prefeito enfrentou a doença, além do espírito público com o qual serviu a sociedade nos vários cargos que ocupou em sua breve e produtiva trajetória. "Quero expressar à família e aos amigos meus mais profundos sentimentos", completa, em nota. 
O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite (DEM), disse que está desolado com a morte do amigo e que não será fácil continuar sem ele. "Tento buscar forças para me despedir e encontrar explicação para a brutalidade da doença que leva um homem tão novo, no auge da sua vida", declarou, nas redes sociais.
"Você tinha muitos planos. Tinha a coragem dos grandes. Nossa amizade será eterna, assim como sua memória", completou o vereador. Com a morte de Covas, e o vice Ricardo Nunes assumindo a Prefeitura de São Paulo e Leite se torna a segunda pessoa na linha sucessória para o cargo.
O líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA), prestou suas condolências. "É uma grande perda para a família, amigos, o PSDB, São Paulo e o país. Meus mais sinceros sentimentos. O câncer pode tirar a vida, mas jamais apagará o legado", disse, em sua conta do Twitter.
 
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou nota. "Manifesto meu profundo pesar pelo falecimento do grande líder político e prefeito Bruno Covas. A todos os seus amigos e familiares a minha solidariedade", disse, em nota repassada por sua assessoria de imprensa.
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, registrou pelo Twitter uma nota de pesar. A ministra lembrou que Covas foi seu colega na Câmara dos Deputados, e prestou solidariedade ao filho do político, Tomás, à família e amigos. "São Paulo perde um líder jovem e comprometido", afirmou a ministra na rede social.
 
Para o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), o prefeito Bruno Covas deixou um grande exemplo de "luta e persistência". O governador também lamentou a morte do prefeito paulista e fez coro a outras lideranças afirmando que hoje o Brasil perde um político "determinado e promissor".
"Bruno Covas nos deixou um grande exemplo de luta e persistência. O Brasil perde hoje um político determinado e promissor. Que Deus conforte o coração de seus familiares e amigos. Vá em paz, Bruno", publicou o governador em sua conta no Twitter.
 
 
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, disse que Bruno Covas (PSDB) deixou "valiosas lições de perseverança e esperança a todos nós". Em nota, Fux destacou que Covas "partiu ainda muito jovem". "Deu grande exemplo de dedicação à vida pública. Toda a minha solidariedade à família, ao filho e aos amigos", completou.
 
 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, que também é ministro do STF, divulgou nota em nome dos demais ministros do TSE em que se solidariza com a família de Covas e com a população paulistana. "Bruno Covas foi reeleito, no ano passado, com mais de 3 milhões de votos e honrou a tradição democrática da família, que teve no Senador Mário Covas outro integrante respeitado e admirado pela nação brasileira", completou.

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