Brasília

'Já tá certo quem vai ser presidente. A gente vai deixar?', questiona Bolsonaro a apoiadores

O militar da reserva não apresentou nenhuma prova sobre o que afirmou e não foi indagado sobre as razões pelas quais estava dizendo aquilo por quem o aguardava na saída do Palácio da Alvorada

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 09/07/2021 às 17:32
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ALAN SANTOS/PR
O presidente da República, Jair Bolsonaro - FOTO: ALAN SANTOS/PR
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, durante conversa com apoiadores nesta sexta-feira (9), que "já está certo quem vai ser presidente ano que vem", muito embora não exista qualquer indício de fraude eleitoral. E completou: "A gente vai deixar entregar?".

O militar da reserva não apresentou nenhuma prova sobre o que afirmou e não foi indagado sobre as razões pelas quais estava dizendo aquilo por quem o aguardava no "cercadinho" que fica na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília. As informações são do UOL.

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A fala do presidente ocorre apenas um dia depois que o Datafolha divulgou a sua mais recente pesquisa sobre a popularidade dele. Segundo o levantamento, hoje, 51% dos entrevistados reprovam a sua gestão, o maior índice de todos as 13 pesquisas realizadas pelo instituto até agora.

Além disso, o Datafolha mostrou que o ex-presidente Lula (PT) ampliou a sua vantagem sobre Bolsonaro, marcando 58% das intenções de votos para presidente da República no segundo turno. O atual presidente foi lembrado por 31% dos entrevistados.

Na estimulada de primeiro turno, Lula surge com 46% das menções enquanto Bolsonaro marca 25%. Ciro Gomes (PDT) está com 8%.

Segundo o Datafolha, 2.074 eleitores foram ouvidos presencialmente no país na quarta (7) e quinta-feira (8). A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Voto impresso

Mesmo sem apresentar qualquer comprovação do que estava falando, o presidente voltou a declarar que o sistema eletrônico usado hoje no país é passível de fraudes e que é necessário implementar o voto impresso no Brasil. O chefe do Executivo federal também colocou em xeque mais uma vez as eleições com alegações sobre fraudes nas atuais urnas.

"Não tenho medo de eleições, entrego a faixa a quem ganhar, no voto auditável e confiável. Dessa forma, corremos risco de não termos eleições ano que vem. Futuro de vocês que está em jogo", declarou.

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