PRÉ-CAMPANHA

Fernando Bezerra Coelho diz que Governo de Pernambuco não fez o necessário para viabilizar a Transnordestina em Suape

A crítica faz parte da pré-campanha pelo Governo do Estado em 2022. Um dos que estão querendo se candidatar ao posto é o filho de FBC, Miguel Coelho (MDB), prefeito de Petrolina

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 29/07/2021 às 10:49
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Foto: Divulgaçao/ Assessoria de imprensa/FBC
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) diz que o governo de Pernambuco não agiu pra viabilizar o ramal da Transnordestina que chegaria a Suape. - FOTO: Foto: Divulgaçao/ Assessoria de imprensa/FBC
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O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) afirmou, via sua assessoria de imprensa, nesta quinta-feira (29), que o Governo Federal não pode ser responsabilizado pela inviabilidade da construção do ramal da ferrovia Transnordestina até o Porto de Suape. Ele negou, ainda, que a decisão tenha sido motivada por perseguição política. Segundo FBC, enquanto o Ceará ofereceu incentivos para atrair o escoamento da carga pelo Porto de Pecém, Suape não se mostrou atrativo. Fernando Bezerra Coelho foi secretário de Desenvolvimento Econômico e ex-presidente de Suape no governo do então governador socialista, Eduardo Campos (PSB). 

>> Deputados de Pernambuco apelam a Bolsonaro para tentar reverter perda da Transnordestina para o Ceará

A crítica faz parte da pré-campanha ao Governo de Pernambuco em 2022. Um dos que estão querendo se candidatar ao posto é o filho de FBC, Miguel Coelho (MDB), prefeito de Petrolina. Na última terça-feira (27), o senador e o filho Miguel estavam visitando aliados no interior, enquanto mais de 10 deputados federais da bancada pernambucana e os senadores Jarbas Vasconcelos (MDB) e Humberto Costa (PT) se reuniam com o governador Paulo Câmara (PSB) para pressionar o governo federal a não aceitar a decisão da concessionária da Transnordestina, a empresa TLSA, de implantar apenas o ramal cearense da ferrovia. 

“O fato concreto é que quem constrói uma ferrovia precisa ter acesso ao porto para poder exportar as cargas. Havia duas opções: Pecém ou Suape. A pergunta tem que ser dirigida ao Governo de Pernambuco. Por que não se viabilizou o escoamento das cargas a partir do Porto de Suape? O porto, lá no Ceará, foi viabilizado. Pecém teve um entendimento com a concessionária, que, com isso, propôs ao governo federal não fazer o ramal de Pernambuco e fazer o ramal de Pecém, porque obteve os benefícios, os incentivos e o apoio para que pudesse escoar com o menor custo a sua carga pelo Porto de Pecém”, explicou FBC, atual líder do governo federal no Senado.

A futura ferrovia da Transnordestina é uma concessão do Governo Federal e pelo contrato de concessão, a empresa teria que construir os dois ramais. A TLSA faz parte do grupo empresarial da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da família do empresário Benjamin Steinbruck. O grupo empresarial dono da CSN também tem participação num terminal privativo de cargas no Porto de Pecém, segundo vários políticos pernambucanos.

FBC defendeu o redesenho do projeto para a construção do ramal da Transnordestina, ligando a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto de Suape. “Agora nós temos que correr atrás do prejuízo. Não adianta querer transferir essa responsabilidade. É uma obra que não pode ficar pela metade, que tem que ser redesenhada, repensada, para que a gente possa chamar o Governo Federal para bancar a custo perdido, a custo zero, com recursos do Orçamento da União, uma parte dos investimentos necessários para complementar e atrair um novo operador que tenha acesso ao Porto de Suape”, disse o senador.

“Portanto, não se pode culpar o Governo Federal. A pergunta é: o que Pernambuco não fez nesses últimos oito anos que o Ceará fez? E não adianta dizer que é perseguição política, porque lá o governo é do PT", comentou o senador. 

No entanto, a concessionária da Transnordestina não vem cumprindo várias metas e investimentos acordados desde 1997. E passou sem qualquer punição ou cobrança mais rígida pelos governos dos presidentes Fernando Henrique Cardoso (FHC), Lula (PT), Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (sem partido). 

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