Despedida

Ministro da Cidadania, João Roma dá adeus a Joaquim Francisco em velório no Recife: ''um homem inspirador''

João Roma deu seus primeiros passos na política ao lado de Joaquim Francisco, que faleceu aos 73 anos, nessa terça-feira (3)

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 04/08/2021 às 10:55
ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Ministro da Cidadania, João Roma, no velório de Joaquim Francisco - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Ministro da Cidadania, o recifense João Roma desembarcou em Pernambuco, nesta quarta-feira (4), para homenagear e se despedir do ex-governador Joaquim Francisco, que faleceu nessa terça (3), aos 73 anos. O velório, que conta com a presença de familiares, políticos e autoridades, é realizado no Palácio do Campo das Princesas.

>> Despedida: corpo de Joaquim Francisco é velado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife

Segundo João Roma, seus primeiros passos na política foram dados ao lado de Joaquim Francisco, no início dos anos 90, como auxiliar de seu gabinete no Governo do Estado. No velório, João falou da sua relação com Joaquim. "É a pessoa que mais me estimulou a seguir com olhar voltado ao povo. Um homem inspirador, positivo em suas ações. Ao seu lado, nada parecia impossível. Ele era meu parente, sobrinho de meu avô João Roma, e com ele dei meus primeiros passos na vida pública. Só tive bons exemplos, é sempre inspiração a seguir de cabeça erguida.

O velório segue até o meio-dia, quando o corpo seguirá para cremação no Cemitério e Crematório Morada da Paz, em Paulista, Região Metropolitana do Recife (RMR). O caixão chegou ao Palácio por volta das 7h. O corpo foi recepcionado pela Guarda de Honra da Polícia Militar.

De acordo com João Roma, Joaquim Francisco era um homem de hábitos simples. "Impressionava um homem de classe média, com hábitos tão simples, que percebia a riqueza humanidade em mínimos detalhes. Ele ia ao extremo do conhecimento cientifico, mas seguia conectado com o mais simples cidadão. Ele tinha ligação com as massas, quem viveu as eleições do final dos anos 80 e início dos anos 90, via como era avassaladora a presença de Joaquim Francisco, a transformações do seu discurso, sempre pragmático, objetivo, racionalizava com seus feitos e sempre transpirou coragem de tomar atitudes, de desafiar estruturas poderosas e inspirou toda uma geração de homens públicos", concluiu o ministro.

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Velório do ex-governador Joaquim Francisco - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Velório do ex-governador Joaquim Francisco - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Velório do ex-governador Joaquim Francisco - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
Velório do ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco - TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
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Velório do ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco - TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
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Velório do ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco - TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
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Velório do ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco - TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM

O político faleceu nessa terça-feira, aos 73 anos, e deixou a esposa Sílvia Couceiro de Freitas Cavalcanti, filhas e netos. Joaquim se tratava de um câncer de pâncreas e estava internado no Real Hospital Português, no bairro da Ilha do Leite, desde o último dia 14 de junho. 

Joaquim fez história na política como prefeito do Recife, governador, ministro do Interior do governo do ex-presidente José Sarney e deputado federal. Na Câmara dos Deputados, foi relator da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O governador Paulo Câmara (PSB) decretou luto oficial de sete dias em Pernambuco pelo seu falecimento. O prefeito do Recife João Campos (PSB) também decretou luto pelo mesmo período no município.

Assim que soube da morte de Joaquim, o ministro se manifestou no Twitter: "Agradeço a Deus honra de ter convivido e aprendido muito com um ser humano tão valoroso, exemplo de retidão, seriedade, espírito público e pioneirismo. Sou mais Joaquim", escreveu ele em uma publicação na rede social. 

História

Filiado ao PDS - depois de passar pela Arena, partido de sustentação do regime militar - Joaquim Francisco foi nomeado prefeito do Recife no ano de 1981 pelo então governador Roberto Magalhães, cargo que ocupou até 1986. Em 1985 filiou-se ao PFL (hoje DEM) e no ano seguinte se candidatou a deputado federal constituinte, sendo eleito com 142.359 votos, o candidato mais votado do partido.

Em 1988 foi eleito prefeito do Recife e governou a capital pernambucana entre os anos de 1989 a 1990, ano em que se elegeu governador de Pernambuco, governando o estado entre 1991 e 1994. Chegou a deixar o PFL em 1992, mas pouco tempo depois retornou à sigla. 

Joaquim Francisco se elegeu mais duas vezes deputado federal, nas eleições de 1998 e 2002. Em 2003 saiu novamente do PFL e filiou-se ao PTB, mas acabou voltando ao seu antigo partido em 2005. Ele chegou a concorrer a deputado em 2006, mas não conseguiu se eleger. 

Se filiou ao PSB em 2009 e em 2010 foi suplente de senador de Humberto Costa (PT), eleito para o seu primeiro mandato no Senado Federal.  

Já em 2016, ingressou nos quadros do PSDB. O ex-governador chegou ser cotado como candidato à Prefeitura do Recife nas eleições de 2020, como representante da ala bolsonarista, mas seu nome acabou não sendo viabilizado. Decidiu deixar o partido em agosto daquele ano e desde então não estava filiado a nenhuma sigla. 

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