Eleições 2022

Raquel Lyra disse que podemos contar com ela para a disputa pelo Governo de Pernambuco, diz presidente do PSDB

Bruno Araújo frisou, contudo, que o nome da tucana só será lançado após tratativas do partido com as demais siglas do grupo de oposição pernambucano

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 13/08/2021 às 15:21
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Raquel Lyra esteve no Recife nesta sexta-feira (13), onde participou de uma visita ao Porto Digital com o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, afirmou nesta sexta-feira (13) que, após perguntar à prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), se o partido poderia contar com ela para a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2022, a gestora se colocou à disposição da legenda. A declaração do ex-deputado federal foi dada após visita do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ao Porto Digital, no Bairro do Recife. Leite é pré-candidato à Presidência da República.

"A Raquel coube a mim fazer uma pergunta objetiva: eu posso contar com o seu nome posto como alternativa a ser candidata a governadora de Pernambuco? E ela me disse que sim. Dentro dessa perspectiva é que a gente articula e trabalha com todas as demais lideranças. Isso vai se confirmar? A Raquel não vai ser candidata dela própria ou só nossa, vai se confirmar se houver uma construção política que caminhe para isso, mas nós vamos ofertar esse nome para o conjunto dessas lideranças de oposição, Raquel como uma mulher pronta, madura e que pode ajudar a trazer inovação na política", detalhou Bruno.

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Em Pernambuco, o PSDB faz parte do grupo de oposição que, em 2018, apoiou Armando Monteiro (PSDB) - então no PTB - na eleição que renovou o mandato do governador Paulo Câmara (PSB) já no primeiro turno. Além dos tucanos, fazem parte do bloco siglas como o DEM, Cidadania e PL, por exemplo, que ainda não decidiram que estratégia vão adotar no pleito, se vão apostar no lançamento de apenas uma ou de mais candidaturas. Como Raquel, são pré-candidatos ao governo os prefeitos de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), e de Petrolina, Miguel Coelho (MDB).

No âmbito nacional, o PSDB está entre os partidos que se articulam para encontrar um nome que represente a fatia do eleitorado que não deseja votar nem no ex-presidente Lula (PT) nem em Bolsonaro (sem partido) em 2022. Em novembro, serão realizadas prévias na sigla para definir qual tucano será a alternativa da legenda para entrar nesse páreo. Disputarão o posto com Eduardo Leite o governador de São Paulo, João Doria, o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

Para Bruno Araújo, a postulação de Raquel em Pernambuco será determinante para alavancar no Estado uma possível candidatura tucana à presidência. "Raquel é fundamental e a candidatura dela a governadora, além de abrir a perspectiva de uma nova virada geracional na política estadual, é um apoio importante para o candidato presidencial do PSDB que vai ser escolhido agora no mês de novembro. Nós estamos muito animados com a qualidade da administração de Raquel, com as pesquisas internas que apontam intenções de votos muito substanciais nela para governadora, mesmo não havendo clareza de uma candidatura posta ainda para a opinião pública. É um projeto importante para a diversidade de Pernambuco", destacou o dirigente partidário.

Mais discreta, Raquel preferiu não escancarar a sua entrada oficial na corrida pelo Executivo estadual e reafirmou que uma discussão com todo o grupo de oposição sobre o futuro de Pernambuco é mais urgente do que a definição de quem irá representar o bloco nas urnas. "Nós ainda não estamos no momento de falar sobre candidaturas. Precisamos fazer um amplo debate sobre Pernambuco. Há uma gestão que está em andamento, nós temos que responder por ela. E em relação ao Governo do Estado, nós vamos nos unir, enquanto oposição, para fazer um amplo diagnóstico e apontar os caminhos que Pernambuco precisa para retomar a sua vocação de crescimento, desenvolvimento, geração de alegria e felicidade para o nosso povo", observou.

A respeito do PSDB-PE, a prefeita ressaltou que a sigla iniciou recentemente os debates acerca do pleito de 2022. "Na semana passada nós fizemos uma reunião ampliada da Executiva estadual do partido, estamos discutindo com outros partidos também a montagem desse amplo diagnóstico, vamos fazer debates temáticos, avaliações, ouvir a população, escutar especialistas para que a gente possa fazer uma leitura dos dez pontos principais do nosso Estado, regionais, para que a gente possa entender quais os principais desafios e conseguir apontar caminhos para o futuro. Mais do que um nome, a gente precisa fazer esse trabalho agora sobre pena de que a gente apequene um debate que precisa ser feito de maneira muito ampla", cravou a gestora municipal.

O FATOR BOLSONARO

Posicionando-se hoje como um adversário frontal do presidente Jair Bolsonaro - apesar de ter votado nele no segundo turno em 2018 -, Bruno Araújo afirma que as alianças nacionais dos partidos da oposição em Pernambuco não devem interferir nos arranjos locais que serão realizados visando o pleito do ano que vem. O movimento, caso se confirme, repetirá o que ocorreu na última eleição para governador no Estado, quando, no bloco oposicionista, havia quem apoiasse Geraldo Alckmin, Bolsonaro e até mesmo o ex-presidente Lula, antes da sua postulação ser indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Claro que todos sabem que nós vamos ter compromisso com a nossa candidatura, mas eu defendo a tese que nós pensemos no processo de unidade em Pernambuco. Se for preciso liberar o palanque para uma diversidade nacional, isso é algo que já aconteceu em muitos outros estados, já aconteceu aqui em Pernambuco também. Eu acho que o foco aqui é permitir a possibilidade de oferecermos outra alternativa geracional à população pernambucana, e nós, obviamente, apostando na candidatura do PSDB", declarou o tucano.

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