Críticas

Em nota conjunta contra declarações de Bolsonaro, PSL e DEM dizem que 'o Brasil real pede respostas enérgicas e imediatas'

Bolsonaro foi eleito em 2018 pelo PSL, mas saiu da legenda pouco depois, após divergências com a ala do partido ligada ao seu presidente, o pernambucano Luciano Bivar

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 08/09/2021 às 18:16
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PAULO LOPES / AFP
Bolsonaro participou de atos em São Paulo (foto) e em Brasília - FOTO: PAULO LOPES / AFP
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Um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participar de manifestações de apoio ao seu governo e dar declarações de cunho antidemocrático, o PSL e o DEM lançaram uma nota conjunta repleta de críticas ao chefe do Executivo federal. Bolsonaro foi eleito em 2018 pelo PSL, mas saiu da legenda pouco depois, após divergências com a ala do partido ligada ao seu presidente, o pernambucano Luciano Bivar.

No texto, as siglas reforçam que discordam das falas do militar da reserva e dizem entender que "a liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação de ódio, nem ameaças aos pilares da própria Democracia". Por conta disso, afirmam as agremiações, repudiam "com veemência" o discurso de Bolsonaro "ao insurgir-se contra as instituições de nosso país".

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O texto segue afirmando que é imperativo "darmos um basta nas tensões políticas, nos ódios, conflitos e desentendimentos que colocam em xeque a Democracia brasileira e nos impedem de darmos respostas efetivas os milhões de pais e mães de família angustiados com a inflação dos alimentos, da energia, do gás de cozinha, com o desemprego e a inconstância da renda".

Conforme defendem os partidos, "não existe independência onde ao cidadão não se garantem as condições para uma vida digna". No final da nota, PSL e DEM dizem que o "o Brasil real pede respostas enérgicas e imediatas" e fala que irão colocar "as mãos à obra".

Sob pressão, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), único que poderia abrir um processo de impeachment contra o presidente da República, fez um pronunciamento no início desta tarde afirmando que não há mais espaço para "radicalismo e excessos" e que seria a hora de "dar um basta nesta escalada". O parlamentar, contudo, pôs panos quentes sobre a tensão criada por Bolsonaro.

Confira abaixo a íntegra da nota dos partidos:

O PSL e o DEM entendem que a liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação de ódio, nem ameaças aos pilares da própria Democracia. Por isso, repudiamos com veemência o discurso do senhor presidente da República ao insurgir-se contra as instituições de nosso país.

Hoje se torna imperativo darmos um basta nas tensões políticas, nos ódios, conflitos e desentendimentos que colocam em xeque a Democracia brasileira e nos impedem de darmos respostas efetivas os milhões de pais e mães de família angustiados com a inflação dos alimentos, da energia, do gás de cozinha, com o desemprego e a inconstância da renda. Não existe independência onde ao cidadão não se garantem as condições para uma vida digna. O Brasil real pede respostas enérgicas e imediatas. Coloquemos as mãos à obra.

Partido Social Liberal - PSL

Democratas- DEM

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