Marco Zero

Movimentos de direita pedem impeachment de Bolsonaro no dia 12; no Recife, ato será no Marco Zero

Ato vem sendo organizado pelos movimentos Livres, UJL, MBL, Lola, Juventude Cidadania e Cidadania Diversidade

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 09/09/2021 às 15:32
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SERGIO LIMA/AFP
O protesto está sendo organizado por conta da administração do presidente e por seus arroubos antidemocráticos, segundo a organização - FOTO: SERGIO LIMA/AFP
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Uma manifestação contrária ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será realizada no próximo domingo (12), a partir das 13h, no Marco Zero, Bairro do Recife. O ato vem sendo organizado pelos movimentos Livres, UJL, MBL, Lola, Juventude Cidadania e Cidadania Diversidade, e segue um movimento nacional de protestos que vão ocorrer em várias cidades do País com a intenção de reunir pessoas de todos os espectros políticos que se oponham à gestão do militar da reserva.

Em nota enviada ao Blog de Jamildo na semana passada, um dos coordenadores do MBL, Izaque Costa, afirmou que o movimento está sendo organizado porque Bolsonaro "traiu a pátria, provocou a morte de inocentes por sua negligência, terminou de quebrar a economia, meteu inflação no bolso do pai de família de classe média e baixa, se vendeu para a banda mais podre do Centrão e agora tenta um golpe contra a nossa democracia". Na última quarta (8), Renan Santos, liderança nacional do MBL, convocou até mesmo não-simpatizantes do movimento e pessoas da esquerda a participar do ato.

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Em uma publicação no Instagram, o MBL-PE comparou o gesto à união, durante a Segunda Guerra Mundial, de Churchill (Partido Conservador), Roosevelt (Republicano) e Stalin (Comunista) contra Adolf Hitler. "Guardada as devidas proporções, anos depois nos deparamos em um cenário parecido. Quando falas eram tidas como tão somente falas alopradas, elas eram ignoradas, como o tio chato do rolê. Agora, quando as falas se travestem de supedâneos e intenções golpistas, devemos nos aclarar e responder à altura. Por isso, vamos deixar de lado as nossas circunstanciais diferenças ideológicas, e nos unir contra um adversário em comum. Não é pensando em 2022, e sim pensando na democracia, na economia em frangalhos, no meio milhão de mortos e na defesa do estado democrático de direito", afirma o post.

 

 
 
 
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Uma publicação compartilhada por MBL - Pernambuco (@mbl.pe)

Nesta manhã, contudo, o perfil oficial do MBL no Twitter publicou uma série de mensagens afirmando que haveria um movimento de "grupos radicais do petismo e bolsonaristas sonsos do Novo" para desacreditar os protestos do dia 12 e esvaziá-los. "Ambos apontam que os organizadores são 'incoerentes' pois ora são 'golpistas' como dizem Jean Wyllys e cia, ora são "traidores" como afirmam os Van Mictos. Há, obviamente, uma incoerência gritante aí: ambos se aliam com 'golpistas'(vide PT com MDB) ou com 'comunistas' (Vide BolsoNovo com PT e PSOL no impeachment de Marchezan) quando é conveniente PARA SEUS INTERESSES ELEITORAIS. Porém, num óbvio momento de sublevação e golpe, é impressionante como ambos SILENCIAM E ROTULAM parcerias políticas com fins mais nobres que o próximo pleito", diz um trecho das publicações.

Para evitar a partidarização do ato, o MBL lançou uma nota ontem em que afirmava que a cor oficial da manifestações erá o branco, "simbolizando a democracia e a paz". O grupo afirmou, ainda, que convoca todos os "partidos, lideranças civis e agremiações", desde que estes deixem as suas "pautas particulares e preferências eleitorais" de lado.

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