PANDEMIA

"Qual país não morreu gente?", diz Bolsonaro ao ser questionado sobre marca de 600 mil mortes pela covid-19 no Brasil

Mais cedo, ele refutou a peça de "negacionista" e voltou a defender o chamado tratamento precoce, com medicamentos como a cloroquina e a ivermectina, que não têm comprovação científica contra a covid-19

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Publicado em 11/10/2021 às 23:38 | Atualizado em 11/10/2021 às 23:46
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Qual país não morreu gente? Responda! Olha, não vim me aborrecer aqui, por favor", repetiu várias vezes, aborrecido, para a pessoa que o questionou - FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE/FOCO DO BRASIL
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se exaltou nesta segunda-feira (11) na praia do Guarujá, em São Paulo, ao ser questionado sobre a triste marca de 600 mil mortes pela covid-19 no Brasil. No local, onde passa o feriado, ele foi aplaudido por apoiadores. As informações são do UOL.

"Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Responda! Olha, não vim me aborrecer aqui, por favor", repetiu várias vezes, aborrecido, para a pessoa que o questionou.

Mais cedo, ele refutou a peça de "negacionista" e voltou a defender o chamado tratamento precoce, com medicamentos como a cloroquina e a ivermectina, que não têm comprovação científica contra a covid-19.

Em conversa com jornalistas, depois de deixar o Hotel de Trânsito para dar uma volta de moto na cidade, ele voltou a criticar a vacina Coronavac e a vacinação de jovens. E disse que sua gestão liberou em dezembro R$ 20 bilhões para a compra de vacinas. "Não me chamem de negacionista porque só em dezembro a medida provisória foi um checão de R$ 20 bilhões para comprar vacina", destacou.

Aos jornalistas, Bolsonaro questionou a razão de não se divulgar o número de mortes de pessoas já vacinadas. "Não divulgam. Muita gente que tomou a segunda dose está morrendo. Por que muitos governadores e prefeitos vacinaram jovens de 12 a 17 anos? Baseados em quê? Recomendação da Anvisa? Estamos mexendo com vidas. Na molecada abaixo de 20 anos, a chance de não ter nada é de 99,9%. Compensa o custo benefício da vacina?", disse, citando a liberação dos recursos para a compra de vacina. "Que nenhum prefeito reclame. São Paulo fechou tudo, a previsão de queda de arrecadação é de 20%. Tiveram superávit comigo. Quem deu trabalho fui eu, evitando a diminuição de empregos."

Bolsonaro disse que nesta terça-feira, dia 12, deverá ir à cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, para as celebrações do dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. E no dia seguinte, quarta-feira, dia 13, irá para Miracatu, interior de São Paulo, para a entrega de títulos da reforma agrária.

Lula

Na conversa com jornalistas, o presidente da República, que a despeito de estar ainda sem partido é candidato à reeleição no ano que vem, criticou um de seus maiores adversários, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas recentes pesquisas de intenção de voto.

"Quero parabenizar o Lula e a Dilma (ex-presidente Dilma Rousseff/PT), não deixaram nenhuma obra sem concluir no exterior, parabéns", disse, citando a conclusão do metrô de Caracas, "com dinheiro nosso". E emendou: "Parabéns ao PT que trabalhou muito forte fora do Brasil, com dinheiro nosso. Pergunta para quem está pagando a conta aí."

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