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Paulo Câmara diz que tem como objetivo tirar Bolsonaro da presidência: "Mais quatro anos vai ser desastre total''

Em entrevista à programa televisivo, governador disse haver ''conjunto de atropelos'' na condução do País

JC
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Publicado em 27/10/2021 às 11:12 | Atualizado em 27/10/2021 às 11:13
HÉLIA SCHEPPA/SEI
Governador Paulo Câmara (PSB) encaminhou o projeto nesta quinta-feira (18) para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde vai tramitar - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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O governador Paulo Câmara (PSB) teceu contundentes críticas à administração federal durante entrevista ao jornalista Roberto D´Avila, do canal de TV a cabo GloboNews. Reclamando da falta de planejamento e de ações integradas com os estados por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador disse estar conversando com todos os atores de "campos opostos à atual administração", quando questionado sobre a convergência para a candidatura do ex-presidente Lula. 

"Temos um objetivo comum (PSB e Lula) no campo progressivo: ter em 2022 a condição de apresentar candidatura que vença o atual presidente. Mais quatro anos como o Brasil vem sendo administrado vai ser desastre total", disparou Paulo Câmara. 

De acordo com o governador, há uma convergência para que o campo progressista sai vitorioso da eleição em 2022. "Queremos voltar a ter um Brasil administrado sob o aspecto social, da economia com pilares fortes, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável", afirmou.

Segundo Câmara, "avançar economicamente e reduzindo desigualdades são razões fundamentais para conversarmos com campos opostos à atual administração".

Justamente sobre a condução econômica do País, o governador também enumerou uma série de críticas ao atual presidente. "A gente tá vendo um conjunto de atropelos. Confiança inexiste hoje e isso afeta câmbio, inflação, capacidade do investidor confiar no País. há crise de confiança em relação à economia brasileira, fruto de muito discurso e pouca prática", disse. 

No Estado, o governador apontou como prioridade a geração de empregos, exaltando o seu programa "Retomada", lançado no último mês de agosto e com o qual espera gerar 130 mil empregos. Para isso, no entanto, Câmara admitiu precisar decisivamente da atuação da iniciativa privada, embora mantenha o discurso de restringir a atuação em setores estratégicos.

"Alguma áreas precisam estar com o setor privado em parceria. Pernambuco tem buscado muito as PPPs (parceria público-privada). Estamos buscando ações para fazer concessões em rodovias, equipamentos de turismo e vendo também outras ações de infraestrutura que possam atrair o privado. Esse momento vai exigir isso, muto apoio do investido privado. Precisa ter confiança de que vai ter o retorno adequado para gerar emprego e renda, mas os serviços básicos o Estado tem de continuar comandando e atuando de forma decisiva". 

JOÃO CAMPOS

O governador também disse que o bolsonarismo está "claramente diminuindo" no Estado e apontou o atual prefeito do Recife, João Campos (PSB) como uma quadro promissor na dinâmica política nacional. O governador comentou ainda o episódio no Recife em que a Polícia Militar agiu de forma truculenta na repressão de uma manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro, voltando a afirmar que "só soube depois" da ação liderada pela polícia.   

"Com certeza (somos um partido de centro-esquerda) e  estamos buscando atrair nomes e valores que possam nos consolidar no campo progressivo e ajudar o Brasil a enfrentar o atual momento e, se possível, superar, com planejamento de curto, médio e longo prazo", afirmou. 

Câmara avaliou como muito positiva a gestão de João Campos no Recife e o referendou com nome de referência a ser ouvido nos próximos anos. "Está muito focado em administrar. Vem de um governo antecessor que ajudou muito o Recife a avançar (gestão Geraldo Julio). Com certeza tem futuro pela política brasileira e vai dar muito o que falar. É bom que nossos políticos apareçam com pensamentos importantes em favor da cidade, Estado e do Brasil".

 

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