ELEIÇÕES 2022

Sem TCU, Fernando Bezerra Coelho pode não disputar reeleição para dar espaço a Miguel

Senador terá vários filhos candidatos no próximo ano, o que reduz a margem para ele mesmo renovar seu mandato

Paulo Veras
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Paulo Veras
Publicado em 14/12/2021 às 21:36
PEDRP FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) era o líder do governo Bolsonaro no Senado à época - FOTO: PEDRP FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
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A não eleição de Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) para uma vaga no Tribunal de Contas da União cria um empecilho para o clã de Petrolina resolver em relação às eleições de 2022. O mandato do emedebista se encerra no próximo ano, mas todas as apostas do grupo estão na pré-candidatura do filho dele, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), ao Palácio do Campo das Princesas.

Para garantir apoios ao projeto do filho, Bezerra Coelho teria que abrir mão de disputar a reeleição, já que seria difícil garantir um amplo arco de alianças com os dois principais cargos da chapa reservados para a mesma família.

Uma alternativa que chegou a ser aventada foi a possibilidade de o senador disputar uma vaga na Câmara Federal, numa disputa proporcional. O problema, neste caso, é que o clã já tem um representante na Casa, o deputado federal Fernando Filho (DEM). Para viabilizar a vitória de ambos, a família teria que garantir votos suficientes para fazer dois deputados federais em uma eleição complicada, sem coligações proporcionais.

Fernando Filho, por sua vez, não poderia tentar disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), porque acabaria criando competição para o próprio irmão, o deputado estadual Antônio Coelho (DEM), líder da oposição no Legislativo estadual.

Ao longo dos últimos anos, a família Coelho ganhou força política ao emplacar um representante em cada espaço da política pernambucana. Mas é este cenário que, hoje, deixa pouca margem para manobra, sem que pelo menos um dos integrantes do clã fique sem mandato, ao menos até 2024.

Em setembro, Fernando Bezerra Coelho já havia dito à Rádio Jornal Petrolina, que o "projeto prioritário" era o de Miguel e que, para viabilizá-lo, poderia não disputar as próximas eleições. "Não terei mandato, mas continuarei fazendo política, colocando minha experiência à disposição e trabalhando muito", afirmou na ocasião.

Na época, porém, a vaga no TCU ainda era uma possibilidade para evitar que ele ficasse sem um mandato parlamentar e sem foro privilegiado.

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