PRÉ-CANDIDATO

'A gente precisa acabar com a reeleição', diz Sergio Moro em entrevista à Rádio Jornal

Na entrevista, Moro também defendeu a extinção do foro privilegiado, uma das suas pautas quando ocupou o Ministério da Justiça

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 07/01/2022 às 11:10
EVARISTO SA / AFP
EX-JUIZ Moro culpou presidente pela alta do dólar - FOTO: EVARISTO SA / AFP
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O pré-candidato à Presidência da República Sergio Moro (Podemos) voltou a defender o fim da reeleição para cargos executivos. Segundo o ex-juiz, a possibilidade de concorrer a um novo mandato ainda no cargo “não funcionou no Brasil”. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (7), durante entrevista à Rádio Jornal Caruaru.

"A gente precisa acabar com a reeleição para presidente da República. Isso precisa ser feito já em 2023, porque isso não funcionou no Brasil. A gente vê, muitas vezes, alguém eleito para o cargo esquecer, desde os primeiros dias, que ela chegou lá para servir às pessoas e não para servir a si mesmo. Isso tem que mudar", defendeu o ex-magistrado.

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O ex-ministro ainda aproveitou a entrevista para se manifestar contra a polarização formada entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT). Na avaliação de Moro, “o Brasil é mais do que isso”.

"O Brasil não é composto por bolsonaristas ou petistas. É mais do que isso. No fundo, temos que conversar com todo mundo e restabelecer nossa capacidade de diálogo. [...] Muitas pessoas me dizem que sou alguém capaz de romper essa polarização”, afirmou o ex-juiz.

 

Foro privilegiado

Moro também defendeu a extinção do foro privilegiado, uma das suas pautas quando ocupou o Ministério da Justiça, no governo Bolsonaro.

"Eu tenho dito e repetido: é preciso acabar com o foro privilegiado, que é o privilégio que os políticos têm de responder processos e investigações apenas no STF. Isso é tratar o político como alguém superior ao cidadão comum. Então, essa é uma das primeiras que têm que ser feitas: acabar com esse tipo de privilégio. Político tem que ser tratado pela lei como qualquer outra pessoa", argumentou.

 

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