Eleições 2022

Para PT de Pernambuco, crise com o PSB no Rio não deve afetar apoio a Danilo Cabral

Petistas pernambucanos tentam amenizar impactos gerados pela candidatura do deputado federal Alessandro Molon para o Senado, pelo PSB

Mirella Araújo
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Mirella Araújo
Publicado em 03/08/2022 às 17:07 | Atualizado em 03/08/2022 às 17:08
MAURO PIMENTEL / AFP
Lula (PT) ao lado de Marcelo Freixo (PSB) no Rio de Janeiro - FOTO: MAURO PIMENTEL / AFP
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O imbróglio instaurado no Rio de Janeiro entre o PT e PSB, por causa da quebra de acordo do partido socialista ao manter, até o momento, a candidatura do deputado federal Alessandro Molon para o Senado, não deve causar impactos maiores na aliança firmada em Pernambuco.

Pelo menos é o que o PT-PE tenta passar publicamente ao comentar o tema, há dois dias da convenção que vai oficializar a coligação da Frente Popular liderada pelo deputado federal Danilo Cabral, encabeçando a chapa majoritária.

O presidente estadual do PT, o deputado estadual Doriel Barros, afirma que o peso da construção nacional entre os dois partidos é superior aos estados em que não for possível um entendimento.

“Sabemos que não se consegue, no Brasil inteiro, criar uma situação que permita estar alinhado em todos os estados. Mas, é importante frisar que o PT e o PSB foram os que mais conseguiram construir entendimentos para estas eleições. O ambiente que tenho acompanhado, mostra que essas questões não vão trazer nenhum problema”, disse. 

Além do Rio de Janeiro, onde os petistas cobram o acordo firmado entre os dois partidos, de que o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) seria lançado candidato para o governo estadual, e sua chapa teria apenas um único candidato para a vaga do Senado Federal, cabendo a ela o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT).

O PT-PSB também possui divergências em estados do Nordeste. No caso da Paraíba, o ex-presidente Lula (PT) declarou apoio a Ricardo Coutinho (PT) para o Senado Federal, e o senador Veneziando Vital do Rêgo (MDB) para o governo A composição contraria o PSB, que tem o governador João Azevedo como pré-candidato à reeleição, e que há havia declarado seu apoio ao líder petista.

“As alianças não vão se desmanchar por causa da situação do Rio de Janeiro e em outros estados também. Então não vai ter impacto aqui, ainda há espaço para as intervenções serem feitas e estamos aqui advogando para que o acordo lá seja cumprido”, afirmou a pré-candidata ao Senado, a deputada estadual Teresa Leitão.

O senador Humberto Costa também tentou minimizar a tensão das discussões no estado carioca, explicando que por mais legítimo que seja a pretensão de construir esse ambiente em torno de sua candidatura, há confiança de que haverá um entendimento até a realização da convenção do PT no Rio, marcada para amanhã.

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