CHOCANTE

GRÁVIDA ESTUPRADA POR ANESTESISTA: Thelma Assis explica que conduta de médico anestesista preso por estuprar mulher grávida não é comum: 'não é rotina sedar paciente gestante'

Anestesista estuprou grávida em trabalho de parto no Rio de Janeiro e foi preso em flagrante na segunda-feira (11)

Cadastrado por

Lívia Maria

Publicado em 12/07/2022 às 13:05
Thelma Assis, campeã do BBB20, é médica anestesista e comentou caso chocante de estupro de uma gestante em trabalho de parto - Reprodução

Thelma Assis, campeã do Big Brother Brasil 20 e médica anestesista, comentou na manhã desta terça-feira (12) o caso de Guilherme Quintella Bezerra, preso por estuprar uma grávida durante o parto no Rio de Janeiro.

A médica revelou que entrou em choque ao saber da notícia. O caso repercutiu depois de enfermeiras da unidade hospitalar, desconfiadas das atitudes de Giovanni, onde o médico atuava filmaram o crime em uma sala de parto. 

Thelma reforçou como foi importante a atitude das enfermeiras de filmar o ato para que o médico fosse preso.

"Importante essa atitude das enfermeiras. Quando estamos no hospital, a gente forma uma equipe multidisciplinar e é responsabilidade dessa equipe e do anestesista prestar o cuidado para o paciente no período que antecede o parto, durante o parto e no pós-parto. O que aconteceu foi uma atrocidade. Esse criminoso não é médico. Ser médico é ser empático, ter sensibilidade, solidariedade. Ele é portador de um CRM, que espero que ele perca", opinou Thelma.

A paciente estava sedada durante o parto?

Uma das dúvidas sobre o caso é sobre a sedação da gestante no momento do parto. Segundo Thelma, essa não é uma prática comum por uma preocupação com as vias aéreas da paciente.

"A anestesia para gestante ela toma um bloqueio espinhal, que vão proporcionar que a paciente não sinta dor e não se movimente do abdômen para baixo. Num geral é dessa forma, salvo algumas exceções que exigem uma anestesia geral ou sedação com indicação precisa. Não é rotina sedar paciente gestante até por uma proteção da via aérea. Além de manter acordada para ter aquele momento sublime do parto, também tem um motivo técnico, ele comentou uma imprudência", explicou.

No Brasil, a gestante pode ter um acompanhante na sala do parto, direito garantido por lei desde 2005. Nestes casos, os médicos só podem pedir que o acompanhante deixe a sala de parto caso haja alguma complicação.

"Desde 2005 é conhecido com a Lei do Acompanhante. É um acompanhante que a pessoa tem direito tanto antes do parto, quanto durante e no pós", disse Thelma.

Médico anestesista é preso por estuprar mulher grávida

O médico Giovanni Quintella Bezerra, 31, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (11) no hospital onde atua.

Ao receber voz de prisão da delegada Bárbara Lomba e saber que havia uma filmagem do estupro, ele se surpreendeu. Segundo a delegada, o médico parecia 'conformado'.

"Há um vídeo?", questionou o médico anestesista após ficar ciente do que estava ocorrendo. "Parecia conformado, não demonstrou muita surpresa", informou a delegada.

O médico foi acusado de estupro de vulnerável, quando a vítima se encontra em uma situação onde não tem poder para consentir a relação sexual. A pena varia de 8 a 15 anos de prisão.

Ainda nesta segunda-feira (11), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu um processo para expulsar Giovanni. Segundo o presidente do Cremerj, "as cenas são absurdas".

VÍDEO: Vídeo mostra exato momento em que ANESTESISTA PRESO estupra grávida durante cesárea

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