SAÚDE

Saiba quais são as DOENÇAS AUTOIMUNES mais comuns, que afetam 5% da população mundial

Mulheres são três vezes mais afetadas por doenças autoimunes do que homens

Lívia Maria
Lívia Maria
Publicado em 19/05/2022 às 19:45
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A ex-BBB 22 Natália Deodato tem vitilgo, uma das doenças autoimunes mais comuns - FOTO: Reprodução
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Cerca de 5% da população mundial convive com alguma doença autoimune.

A patologia é ocasionada por distúrbios no sistema imunológico, que passa a produzir anticorpos contra o próprio organismo. A médica Etelvina Vaz, especialista em saúde integrativa, explica como elas agem no corpo e fala sobre tratamento.

De acordo com Etelvina, o sistema imune tem a função de nos proteger contra invasões de vírus e bactérias. Mas quando ocorre o mau funcionamento, pode afetar vários órgãos e tecidos, como peles, articulações, rins e até o cérebro. Em alguns casos, atingem ossos e músculos também.

Dados mostram que existem mais de 100 patologias autoimunes e que elas acometem três vezes mais as mulheres do que os homens. As mais comuns são lúpus, artrite reumatoide, vitiligo, esclerose múltipla, psoríase, diabetes tipo 1, doença de Crohn, doença celíaca e tireoidite de Hashimoto.

As causas são variadas e nem sempre esclarecidas. Porém, a especialista a ressalta que grande parte das pessoas já trazem predisposição genética para desenvolver uma doença autoimune. Além desse, fatores ambientais, hormonais e infecciosos são desencadeantes, principalmente, em situações de estresse ou traumas emocionais.

Para um melhor acompanhamento, a médica indica a abordagem de saúde integrativa, que proporciona uma visão completa do paciente, incluindo o cuidado físico, mental e emocional.

Quanto aos os sintomas, Etelvina explica que são diferentes entre uma doença e outra. “Já a gravidade depende de como os órgãos, tecidos e outras áreas nobres do corpo são afetadas, o que requer o diagnóstico preciso para cada caso”, afirma.

Tratamento para doenças autoimune

Felizmente, com os avanços na medicina, é possível identificar pessoas com tendência a doenças autoimunes. A médica, que também é prescritora desse método, revela que ele monitora a suscetibilidade as doenças, nas áreas de reumatologia, dermatologia, neurologia, nefrologia, gastroentereologia, hepatologia e endocrinologia.

“Com o mapeamento genético, conseguimos identificar o autoanticorpo envolvido nas manifestações clínicas por paciente, assegurando o diagnóstico e personalizando o tratamento”, declara.

Ela reforça que o grande objetivo é aumentar a imunidade do corpo e, para isso, acrescenta a modulação intestinal, que consiste na mudança de hábitos para melhorar a saúde do intestino e auxiliar na defesa do organismo contra agentes infecciosos.

“Outros importantes aliados para evitar doenças autoimunes é manter uma dieta saudável, evitar exposição solar, praticar atividade física, cuidar do emocional, moderar o consumo de álcool e não fumar”, finaliza orientando.

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