ESTÉTICA

Por ‘rosto perfeito’, famosas usam técnica polêmica com hidrogel; especialista faz alerta sobre os perigos

Especialista alerta para os riscos da harmonização facial com hidrogel, técnica polêmica que divide opiniões

Lívia Maria
Lívia Maria
Publicado em 23/05/2022 às 15:58
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Em busca do 'rosto perfeito', muitas mulheres arriscam preenchimentos com materiais que podem causar problemas de saúde - FOTO: Freepik
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Vale tudo pelo corpo e rosto perfeitos? Na visão de muitas famosas e modelos, sim. Na busca pela beleza, uma parte das mulheres acaba se expondo a riscos e técnicas polêmicas ou mesmo perigosas. É o caso da harmonização facial com o uso de hidrogel, que divide opiniões.

Lucas Sampaulo Ramos, cirurgião dentista e especialista no assunto, faz um alerta e se posiciona contrário ao uso do produto.

“Esse tipo de substância pode causar infecção e outras complicações. É provado que o hidrogel pode levar à morte, e esse risco é inevitável. Quando alguém se submete ao uso desse produto, a sorte é lançada. Muitas famosas, de modo irresponsável, fazem e divulgam essa técnica nas redes sociais. Isso é absurdo”, lamenta o profissional, que se especializou em estética. “A busca pela beleza ainda vai matar muitas mulheres”, avisa.

De olho em novas técnicas e tratamentos, Ramos diz que é obrigação do profissional informar quais produtos estão sendo aplicados. E recomenda que o paciente pergunte sempre, tire dúvidas e pesquise sobre a técnica.

O especialista ainda alerta que muitos médicos, cirurgiões e esteticistas não entram em detalhes porque usam produtos com o mesmo risco do hidrogel, entre eles o PMMA e o silicone líquido.

“São produtos que podem levar à necrose e amputação de membros, já vimos isso acontecendo no passado com a Andressa Urach, por exemplo. Esses casos normalmente são escondidos do público, ninguém fica sabendo. Mas as complicações são mais recorrentes do que imaginamos. Todo cuidado é pouco, a minha missão é orientar, informar e mostrar beleza caminha lado a lado com equilíbrio e responsabilidade”, defende.

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