SAÚDE

Quais procedimentos estéticos são proibidos durante a quimioterapia? Entenda os riscos

Oncologista esclarece riscos para saúde do paciente com câncer que alguns tratamentos estéticos podem acarretar durante a quimioterapia

Lívia Maria
Lívia Maria
Publicado em 26/05/2022 às 8:56
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Durante a quimioterapia alguns procedimentos estéticos podem trazer problemas para o paciente, que está com a imunidade comprometida - FOTO: Freepik
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A autoestima ajuda a superar desafios durante o nosso dia a dia e se torna ainda mais importante para os pacientes em tratamento contra o câncer. Porém, alguns procedimentos estéticos devem ser evitados e outros podem ser recomendados pelo especialista.

“A quimioterapia, por exemplo, reduz a imunidade do paciente, deixando-o com maior predisposição a infeções e, por consequência, amplia as possibilidades de sangramento espontâneos. Por isso, alguns procedimentos estéticos devem ser evitados nesse período”, orienta o médico oncologista Ramon Andrade de Mello.

Durante o tratamento quimioterápico, a pele fica ressecada e pode inclusive apresentar lesões, que resultam em reações alérgicas. “O paciente poderá usar produtos que reduzam esses impactos, mas é importante ter a recomendação médica para a indicação de soluções adequadas”, afirma o oncologista.

Por outro lado, a aplicação de botox e a micropigmentação não são recomendados durante o tratamento. “De um modo geral, o paciente deve evitar todos os tipos de procedimentos mais invasivos, inclusive fazer a barba e depilação devem ter orientação médica”, esclarece Ramon de Mello.

Segundo o médico, o importante é aguardar de 3 a 6 semanas após a conclusão do tratamento e fazer uma reavaliação com o especialista para retomar procedimentos estéticos. “Inclusive com a pintura do cabelo. As tintas dispõem de substâncias que podem causar irritação durante esse período”, conclui.

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