FRANÇA

França vota em legislativas com movimento de Macron favorito

50.000 policiais e gendarmes garantem a segurança dos eleitores

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Publicado em 11/06/2017 às 9:40
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50.000 policiais e gendarmes garantem a segurança dos eleitores - FOTO: Foto: AFP
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Os franceses votam neste domingo (11) sob forte esquema de segurança no primeiro turno das eleições legislativas, com o movimento do presidente Emmanuel Macron como claro favorito.

As assembleias de voto abriram suas portas às 08h00 (03h00 de Brasília) na França continental e fecharão às 18h00 GMT (15h00 de Brasília) nas grandes cidades.

Ao meio-dia a participação era de 19,24%, em queda em comparação com as eleições legislativas anteriores, em 2012, (21,06%).

Um mês após Macron, de 39 anos, tornar-se o mais jovem presidente da história do país, mais de 47 milhões de franceses são chamados às urnas para eleger 577 deputados, entre 7.877 candidatos.

Como nas eleições presidenciais, 50.000 policiais e gendarmes garantem a segurança dos eleitores, em um contexto de forte ameaça terrorista, depois de uma onda de ataques extremistas com 239 mortos desde 2015.

Na terça-feira (6), a tensão voltou a subir quando um homem, que jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI), atacou com um martelo um policial na frente da turística catedral de Notre Dame de Paris.

As pesquisas apontam o movimento político de Macron, A República em Marcha (LREM), como favorito, com entre 370 e 400 deputados. Se confirmadas essas projeções, superaria com folga a maioria absoluta de 289 assentos.

No entanto, os analistas preferem manter cautela em razão da esperada baixa participação, o que gera incerteza sobre o resultado final. A abstenção pode chegar a entre 49% e 60%, de acordo com pesquisas recentes, um recorde dos últimos 60 anos.

Estas eleições são cruciais para o presidente centrista, que precisa de uma maioria sólida no Parlamento para implementar suas ambiciosas reformas e tirar a França da estagnação econômica.

Partidos tradicionais em perigo 
 

Uma ampla vitória do movimento de Macron confirmaria a sede de renovação política dos franceses, depois que o presidente demonstrou seu desejo de acabar com as divisões partidárias tradicionais ao formar um governo com figuras de direita, de esquerda e da sociedade civil.

Entre os 530 candidatos apresentados pela República em Marcha, só há 28 parlamentares em fim de mandato, e um bom número de cidadãos provenientes de diferentes setores, em consonância com a renovação política promovida por Macron.

Cerca de metade são mulheres, em respeito à paridade de gênero, e a idade média é de 48,5 anos.

A falta de notoriedade ou experiência entre os candidatos é compensada pela popularidade do novo chefe de Estado, que se beneficia de um indubitável estado de graça no início de seus cinco anos de mandato.

Seus primeiros passos no cenário internacional, considerados bem-sucedidos diante dos pesos pesados, somado à fascinação suscitada pelo atípico casal de um presidente e sua esposa 24 anos mais velha gerou uma "Macronmania".

Atrás, o partido conservador Os Republicanos é apontado com cerca de 20% das intenções de votos - entre 100 e 150 assentos - o que faria dele o segundo grupo parlamentar.

No poder desde 2012, o Partido Socialista poderia voltar a sofrer uma grande derrota eleitoral, com menos de 10% das intenções de voto. Até o momento, contava com cerca de 300 deputados no Parlamento, mas poderia manter apenas um décimo.

O partido de extrema-direita Frente Nacional de Marine Le Pen, que terminou em segundo na eleição presidencial, chega completamente desorganizado para essas legislativas. Espera alcançar pelo menos 15 assentos, o mínimo para formar um grupo parlamentar.

Aconteça o que acontecer, a renovação da Assembleia está garantida com quase 40% dos atuais deputados que não podem se apresentar pela entrada em vigor da lei contra a acumulação de mandatos e pela emergência de uma nova geração de candidatos.

O segundo turno das eleições legislativas acontece no próximo domingo (18).

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