O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), lavou as mãos quanto a reação do diretório estadual do PMDB com a filiação do seu pai, Fernando Bezerra Coelho (PMDB). Segundo ele, a cúpula do PMDB em Pernambuco deve seguir o projeto da Executiva Nacional, que prometeu a FBC o comando do partido e tornou evidente o rompimento com o governador Paulo Câmara (PSB) e a ida para a oposição nas eleições de 2018.
“Eu tenho o maior respeito pelo ex-governador Jarbas Vasconcelos, pelo vice-governador Raul Henry, agora essa questão eles tem que tratar com a direção nacional do partido, recebemos um convite da direção nacional do PMDB”, contou o ministro durante visita ao Estaleiro Atlântico Sul na manhã desta segunda-feira (11).
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O ministro contou que, durante as negociações para a entrada do grupo de Fernando Bezerra, as dificuldades da questão local foram mencionadas. “Foi apontando pela direção nacional do PMDB que isso seria solucionado, seja por via de entendimento, que é o do nosso interesse, seja de por outra forma que a direção nacional do PMDB haverá de se encarregar. Agora, sempre foi muito claro desde o início que esta movimentação seria para a construção de um projeto alternativo no estado”, disse Fernando Filho.
Saída do PSB
O grupo dos Coelho deve seguir FBC e entrar no PMDB durante o período de janela partidária para não perderem seus mandatos. Fernando Filho e outros 14 parlamentares estão com um processo em aberto na Comissão de Ética do PSB por terem votado a favor da Reforma Trabalhista, em desacordo com o fechamento de questão da Executiva contra as reformas do governo Michel Temer (PMDB). Mas ele só irá sair durante a janela, ou caso seja expulso. “Então, eles (PSB) botem pra andar o processo na comissão de ética, agora se fizer comigo vai ter que botar os 14 também pra fora. Eu acho que talvez não estejam querendo expulsar os 14 deputados. Agora, não vão poder fazer também excepcionalidade. Eu só sairei do partido quando tiver uma brecha legal para poder fazer”, afirmou Fernando Filho.