RIVAIS NAS ELEIÇÕES

Lula é chamado de "vaca sagrada" por Sérgio Moro durante evento no Recife

Sérgio Moro (Podemos) realizou evento no Recife para lançar seu livro e criticou seu rival, o ex-presidente Lula (PT)

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 05/12/2021 às 22:09
Reprodução
Lula (PT) foi criticado por Sérgio Moro (Podemos) - FOTO: Reprodução
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O ex-presidente Lula (PT) foi chamado de "vaca sagrada" por Sérgio Moro (Podemos) durante evento promovido pelo ex-ministro no Recife, neste domingo (5). O pré-candidato, um dos nomes da "terceira via", esteve na capital pernambucana para lançar o livro Contra o sistema da corrupção (Primeira Pessoa - Editora Sextante, 2021).

Ao falar sobre Lula, o ex-juiz destacou a questão da prisão e da condução coercitiva. Ele diz nunca ter sentido animosidade contra o ex-presidente e considera que o PT, mesmo com a prisão de José Dirceu e Palocci, parecia estar conformado. "Quando chegou na vaca sagrada...", disse, referindo-se ao líder do Partido dos Trabalhadores. Apesar disso, o ex-ministro disse ter falado no sentido figurado.

Durante sua palestra, ele criticou tanto o ex-presidente como o ex-chefe Jair Bolsonaro (PL). Apesar disso, o foco foi na crítica ao atual mandatário. Ele começou falando sobre as desilusões com o presidente.

Sérgio Moro conta ter sentido liberdade para trabalhar no início da sua atuação como ministro da Justiça e Segurança Pública, mas não demorou para sentir as intenções adversas do chefe. Diz que não obteve apoio do presidente para aprovação do seu projeto no Congresso. "Era sabotagem, pura e simples", diz.

Ironias com Lula

Numa das primeiras falas, Moro alvejou Lula. "As pessoas podem ser enganadas, mas não o tempo todo. Querer dizer que não teve mensalão e petrolão? Não podem reescrever a história", afirmou. "Havia gente que roubava a Petrobras como nunca antes na história deste pais", afirmou, usando um bordão de Lula, para causas sociais do seu governo.

Na palestra, ele defendeu a divulgação do áudio de Dilma em conversa com Lula. "Não tenho porque ficar guardando segredo sujo de outras pessoas", afirmou, explicando que a iniicativa de Dilma na época lhe pareceu obstrução da Justiça.

Ao explicar que foi morar e trabalhar nos Estados Unidos, depois de sair do governo, Moro brincou com as críticas que recebeu. "Era o agente da cia, comunista e empregado da Globo. Você imagina o tamanho do contracheque que devia receber", ironizou. O PT o acusava de ter quebrado a Petrobras por interesse dos EUA.

Outras vezes a crítica era direta. "Esses escândalos de corrupção começaram no governo do PT. Teve compra de apoio político no governo do PT. Quem era o presidente?

Depois de citar o lider do PT, Moro defendeu que, para seguir adiante, tem que reconhecer os erros do passado. Ele citou o partido de Angela Merkel na Alemanha como exemplo. "Há sempre uma luz. Não tem como alcançar redenção sem remissão"

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