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Marte

Marte: NASA confirma gigantescas e milhares erupções vulcânicas

Os especialistas analisaram cinzas vulcânicas e crateras do local

Raianne Romão
Raianne Romão
Publicado em 17/09/2021 às 11:35
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NASA/JPL-Caltech/University of Arizona
Na região de Arabia Terra, em Marte, é possível observar diversas crateras - FOTO: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona
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"Mistérios" e "Universo" são palavras que sempre andam juntas. Diversas descobertas já foram realizadas e ainda há muito o que se descobrir.

Um novo estudo, conduzido pela Nasa, confirma uma suspeita levantada por geólogos desde os anos 2000: a Arabia Terra, região situada no norte de Marte, já foi o cenário de gigantescos supervulcões, erupções tão robustas que liberam "oceanos" de gases tóxicos e poeira no ar.

Os especialistas analisaram cinzas vulcânicas do local, sendo esta a primeira evidência de vulcões que eclodiram no planeta há aproximadamente quatro bilhões de anos. Impressionante, né?

De acordo com o site da Nasa, logo depois de explodir o equivalente a 400 milhões de piscinas olímpicas de rocha derretida e gás na superfície do planeta vermelho, espalhou-se, ao longo de centenas de quilômetros, uma gigante manta de cinzas, um vulcão que colapsa em um buraco gigante conhecido como 'caldeira'. Em Marte, há pelo menos sete 'caldeiras' na região da Arabia Terra.

Os pesquisadores repararam as paredes de cânions e crateras a centenas de milhares de quilômetros das caldeiras e, logo após, perceberam materiais vulcânicos, tais como alofone e montmorilonita, transformados em argila pela água. Depois dessa identificação, montaram mapas topográficos tridimensionais da região.

“Foi quando percebi que não era um golpe de sorte, mas um sinal real”, explica Jacob Richardson, geólogo da Nasa que participou do estudo. “Na verdade, estavámos vendo o que já tinha sido previsto e aquele foi o momento mais emocionante para mim”, completa.

O estudo foi publicado em junho desse ano no periódico científico Geophysical Research Letters.

*Com informações do Geophysical Research Letters e Revista Galileu

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