Ministro dos Esportes da Itália diz que Cristiano 'violou' protocolo sanitário

Túlio Feitosa
Publicado em 15/10/2020 às 16:36
Cristiano Ronaldo é o astro de Portugal. Foto: AFP


Por AFP

O ministro italiano dos Esportes, Vincenzo Spadafora, garantiu nesta quinta-feira (15) que Cristiano Ronaldo poderia ter violado o protocolo anticovid ao retornar de Portugal a Turim após ter testado positivo para o novo coronavírus.  “Sim, acredito nisso, não houve autorização específica das autoridades de saúde”, respondeu Spadafora a Rai Uno quando questionado se o jogador português da Juventus violou os protocolos italianos de combate à pandemia.

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O atacante da Juve deixou a concentração da seleção  portuguesa nas redondezas Lisboa na quarta-feira (14), ao ser informado que havia testado positivo para covid-19, e regressou imediatamente para sua casa, em Turim, num avião médico. "Cristiano Ronaldo regressou à Itália num avião médico autorizado pelas autoridades sanitárias competentes a pedido do jogador e ficará isolado em casa", afirmou a Juventus através de um comunicado.

Cinco vezes vencedor do prêmio Bola de Ouro, concedido ao melhor jogador do mundo, o atacante  estava "assintomático" após ter testado positivo na segunda-feira, um dia depois de ter disputado um amistoso em Paris contra a França (0-0).

Este incidente se soma à polêmica ocorrida uma semana antes, quando o craque deixou a cidade de Turim para integrar a seleção portuguesa, segundo as autoridades sanitárias, já violando o protocolo porque dois integrantes da equipe da Juventus testaram  positivo para coronavírus.

Spadafora defendeu a validade dos protocolos existentes no esporte profissional.  “Quando alguém não os respeita é que aparecem os casos que lemos na imprensa”, afirmou. Todo o elenco da Juventus está mais uma vez em quarentena, já que além de Cristiano Ronaldo, o meia americano Weston McKennie também está infectado.

Spadafora também descartou por enquanto que o governo autorize o aumento da presença do público nos estádios para 25% da capacidade do local (para o máximo de 1.000 agora), conforme reivindicado pelas associações de torcedores.

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