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Copa América 2021 é mais uma oportunidade para o tão sonhado título de Messi com a Argentina

Lucas Holanda
Lucas Holanda
Publicado em 13/06/2021 às 11:38
AFP
Messi busca o primeiro título com a principal seleção da Argentina na Copa América deste ano - FOTO: AFP
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O atacante Lionel Messi pode estar disputando a sua última Copa América pela Argentina. Aos 33 anos, o jogador terá 37 na próxima edição da competição e, com isso, gera dúvida sobre a participação no torneio. Sendo assim, a edição da Copa América tem um sabor especial para o camisa 10, que ainda busca o seu primeiro título pela seleção alviceleste. Será o primeiro torneio dos 'Hermanos' sem a presença de Diego Armando Maradona. Mas, tratando-se de alguém que tem status de divindade, o eterno D10S certamente mandará a sua 'benção' para os atletas, incluindo Messi.

Assim como em outras competições, Messi chega como o principal nome da Argentina. E, claro, a maior esperança de um título para o seu povo. Na última edição da Copa América, realizada justamente aqui no Brasil, a Alviceleste caiu na semifinal: derrota por 2x0 diante da Seleção Brasileira, que sagrou-se campeã da edição de 2019. Agora, em 2021, a Argentina quer um desfecho diferente. E, para isso acontecer, precisa - e muito - que o camisa 10 colecione boas atuações com a camisa azul e branca.

Com a camisa da Argentina, Messi viveu várias experiências ao longo dos anos. Problemas técnicos, crises, vices, eliminações vexatórias e, claro, atuações históricas na Alviceleste. Apesar de algumas boas performances, no entanto, carrega o peso do quase até agora, sobretudo porque chegou em três finais, sendo duas de Copa América e outra de Copa do Mundo, mas amargando o 2º lugar em todas essas edições - o que é um peso enorme para um dos maiores de todos os tempos.

Messi é o terceiro jogador com mais partidas pela Argentina, além de ser o maior artilheiro da Alviceleste, tendo marcado 72 gols. Apesar disso, no entanto, a falta de conquistas deixa esse legado incompleto, algo que o camisa 10 certamente não quer. Por conta disso, a Copa América surge como uma grande oportunidade. Não será a última, é verdade, tendo em vista que a Argentina deve avançar para o Mundial de 2022, no Catar. No entanto, as perspectivas para um tricampeonato da Alviceleste ainda geram muitas incógnitas, o que deixa a Copa América como um torneio 'mais acessível' para uma conquista.

Messi e a missão de ser líder e decisivo

Um possível título da Argentina em 2021 passa muito pelos pés de Messi, que vai precisar ser um capitão com muita liderança e, claro, decidir jogos. Mas nem tudo pode cair nos ombros do camisa 10. O técnico Lionel Scaloni terá a missão de corrigir erros na sua equipe, sobretudo no quesito inconstância. Apesar da tentativa de renovação do time, levando jovens destaques para a Alviceleste, a Argentina ainda oscila bastante. A Copa América surge como uma grande oportunidade para melhorar e fortalecer esses jogadores, que querem tirar a seleção de uma fila de 28 anos sem conquistar um título.

Com relação ao quesito liderança, Lionel Messi foi um cara 'perseguido' em alguns momentos por não exercer o papel de liderança que muitos esperam dele na Argentina, como foi Diego Armando Maradona nos anos em que comandou a seleção dentro de campo. No entanto, o atual camisa 10 já mostrou que pode assumir este papel. Na Copa América de 2019, por exemplo, ele mostrou uma versão mais enérgica dentro de campo e também nos pronunciamentos.

Possivelmente é a última Copa América de Messi. E, certamente, ele que transformar todas as frustrações que teve até aqui em um tango especial, como os argentinos sabem fazer. Com 72 gols pela Argentina, o que faz de Messi o maior artilheiro da seleção, o camisa 10 vai em busca dessa conquista, que teria um peso ainda mais especial por ser jogada aqui no Brasil. A estreia da Argentina, aliás, está marcada para esta segunda-feira (14), diante do Chile, às 18h, no estádio Nilton Santos.

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