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ARRUDA

Santa Cruz vive na mira de fake news e das cobranças da organizada

Antes de embarcar para Piauí, presidente coral recebe pressão de integrante da organizada e de boatos de renúncias da sua diretoria.

Marcelo Cavalcante
Marcelo Cavalcante
Publicado em 09/07/2021 às 18:00
O presidente do Santa Cruz contou, em entrevista à Rádio Jornal, que as decisões foram pensadas antes de serem anunciadas.
Foto: Rafael Melo/Santa Cruz
O presidente do Santa Cruz contou, em entrevista à Rádio Jornal, que as decisões foram pensadas antes de serem anunciadas. Foto: Rafael Melo/Santa Cruz
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Não é apenas do Sport que vive dias turbulentos por conta de uma eleição absurda causada pela renúncia do seu presidente. O Santa Cruz viajou para o Piauí, onde enfrenta o Altos, numa pressão danada da organizada e sob chuva de fake news. 

A notícia mentirosa é uma maldade. Espalharam um card pelas redes sociais informando que a diretoria iria se reunir para renunciar aos cargos. A diretoria nega e nem responde a quem perguntar. Não quer dá trela para quem fomenta mentira. E está certa.  O foco tem que ser o Santa Cruz em campo na Série C. 

O problema é que o time não engrena. E a diretoria se submete a situações que beiram ao vexame. Aliás, beiram, nao... são vexatórias. 

Na véspera da viagem para o Piauí, integrantes da organizada do clube tiveram uma reunião com o presidente Joaquim Bezerra. Com direito a transmissão ao vivo pelas redes sociais e ameaças de que se o time não mostrar um melhor futebol, outros integrantes vão chegar junto. 

É deplorável ver o clube refém de uma organizada. Os papéis estão se invertendo. E Joaquim Bezerra, que assumiu o Santa Cruz há pouco, acuado. Assim como outros presidentes anteriores, conversou naturalmente, aceitou, deixou as portas abertas. 

O papel das organizadas nos estádios de futebol não é mais o mesmo de antes. Infelizmente. E, pelo visto, está ganhando espaço sob o silêncio dos clubes.  Escrevo no plural porque não é um privilégio do Santa Cruz e nem do futebol pernambucano. Certamente, em outros Estados, há uma influência das organizadas nos bastidores dos clubes. 

E seria muito bom para o futebol brasileiro que tudo isso fosse separado. Que a violência passasse bem ao largo. A virada de chave é difícil de acontecer diante da  letargia de quem faz o futebol. Mas é importante ter o primeiro passo. 

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