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CRISE CORAL

Presidente Joaquim Bezerra admite erros, mas diz que "Santa Cruz precisa olhar para frente"

Mandatário tricolor reconheceu o alto número de contratações para a montagem do elenco e erros nas escolhas de técnicos

Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 18/09/2021 às 18:15
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Felipe Ribeiro/JC Imagem
Joaquim Bezerra elencou alguns erros da sua gestão - FOTO: Felipe Ribeiro/JC Imagem
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O planejamento do Santa Cruz para a temporada 2021 acabou sendo um fiasco dentro das quatro linhas. Não teve sucesso em nenhuma competição que disputou neste ano, além do rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro, um dos grandes vexames do clube. Neste sábado (18), antes mesmo da queda ser sacramentada após o empate entre Floresta e Volta Redonda por 1x1, o presidente Joaquim Bezerra reconheceu o alto número de contratações para a montagem do elenco e erros nas escolhas de técnicos.

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“Se a gente tivesse, objetivamente, tido uma continuidade do time anterior para a disputa da Série C desse ano, certamente o resultado seria outro. Não obstante ter ficado uma base, mas foi uma base com oito jogadores e os jogadores das divisões de base que não apresentavam resultados necessários para que o time avançasse. E aí se partiu para contratações, várias que não deram certo… Houve erro na contratação de técnicos, que não trouxeram resultados”, disse o dirigente, em entrevista à Rádio CBN/Recife.

O Santa Cruz chegou a 41 contratações apenas nessa temporada, sendo que 21 desses reforços, que foram chegando no decorrer das competições, não permaneceram até o final. Além disso, a Cobra Coral chegou a ser comandado por quatro técnicos diferentes, além do assistente técnico Roberto de Jesus, que atuou como interino durante a transição no comando tricolor. João Brigatti, Alexandre Gallo, Bolívar e Roberto Fernandes não apresentaram bons desempenhos à frente do elenco Coral.

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Givanildo Olibveira, diretor de futebol do Santa Cruz, no Jogo entre o Santa Cruz e o Altos. Partida valida pelo Brasileiro da Serie C no Estádio do Arruda, em Recife (PE), neste sábado, 11 de setembro de 2021 - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

Com a chegada de Givanildo Oliveira e de Alexandre Mirinda na diretoria de futebol, consequentemente afastando Albertino dos Anjos da função, o Santa Cruz chegou a montar um elenco mais forte para a reta final do Campeonato Brasileiro, mas o tempo dado não foi o suficiente para conseguir reverter a situação.

“Nós tentamos recuperar o tempo perdido, e estamos tentando recuperar isso todos os dias. Várias coisas poderiam ser feitas diferentes, sim. Agora ser engenheiro de obra pronta fica muito fácil de olhar para trás. As condições daquele momento eram adversas na hora de contratação, porque os campeonatos já haviam se iniciado. Não existia uma disponibilidade de jogadores no mercado para se fazer isso. O que a gente precisa, agora, é olhar para frente”, ressaltou Joaquim.

FUTURO

Com o Brasileirão chegando ao fim, o Santa Cruz precisa colocar os olhos para a temporada que vem. O primeiro passo é tentar cavar uma vaga na fase principal da Copa do Nordeste. A Cobra Coral terá que passar por pelo menos duas fases na seletiva para conseguir jogar mais uma temporada no torneio regional.

“A meta é ganhar essa seletiva da Copa do Nordeste, agora, ainda esse ano, para que no ano de 2022 a gente tenha um planejamento já feito com bastante antecedência”, concluiu o presidente do clube tricolor.

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