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HISTÓRIAS DO FUTEBOL

Conheça quem foi o lateral artilheiro que fez história no Náutico campeão de 2001

Rafael Baungarten chegou nos Aflitos como desconhecido, se firmou como titular, fez gols, virou galã e levantou a taça

Marcelo Cavalcante
Marcelo Cavalcante
Publicado em 17/10/2021 às 11:37
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ARQUIVO PESSOAL
LATERAL Rafael chegou no Náutico como desconhecido e se tornou ídolo e campeão - FOTO: ARQUIVO PESSOAL
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O ano de 2001 foi marcante para Rafael Baungarten. Havia deixado o futebol paranaense, onde atuava pelo Rio Branco, para buscar novos horizontes no futebol pernambucano. Assim como ele, outros atletas desconhecidos para o torcedor do Náutico desembarcavam nos Aflitos com o mesmo sonho. O desafio era tirar o Timbu da fila do jejum títulos estaduais que já durava 11 anos e evitar o hexa do Sport. Rafael foi titular absoluto da lateral direita. Peça importante na conquista do título. Foi eleito o melhor jogador da posição e ainda ganhou o status de galã do futebol pernambucano.

"A gente não se conhecia e tinha a mesma vontade de ser campeão. Acredito que isso ajudou muito o grupo, pois tínhamos os mesmos objetivos. Fizemos uma amizade muito boa. Tanto que temos contato até hoje", afirma Rafael, 46 anos. Hoje, ele é formado em educação física, mas atua como comentarista esportivo da Rádio Caxias, cidade do Rio Grande do Sul, onde foi criado.

Rafael era um lateral de boa técnica e resistência física. Mas precisou de pouco tempo para mostrar uma outra qualidade: a de artilheiro. No primeiro clássico contra o Sport, em 2001, a pressão que a equipe alvirrubra sofreu para conseguir a vitória era enorme. Após cobrança de falta da esquerda, Rafael abriu o caminho da vitória, por 2x1. "Marcelo Passos cobrou a falta e eu desviei de cabeça, colocando a bola longe do goleiro. Foi um gol muito emblemático para mim".

Gols não era uma raridade na sua passagem pelo Timbu naquele ano. Num clássico decisivo contra o Santa Cruz, chegou a balançar as redes duas vezes. Mas ambos foram anulados. O Náutico acabou vencendo por 1x0. A intimidade com o gol não era à toa. Quando começou a carreira, ainda garoto, no Caxias. Jogava como atacante. Mas não era muito utilizado. "Enchi tanto o saco do treinador para jogar que um dia, quando o lateral direito se machucou ele perguntou se eu queria jogar. Topei. No primeiro jogo, fiz um gol e evitei um do adversário, tirando a bola em cima da linha. A partir daí, sempre fui lateral", lembra.

Como se não bastasse os gols e o título estadual, Rafael ganhou fama de galã. Foi eleito o jogador mais bonito do Pernambucano. E o quinto do Brasil. "Eu já tinha experiência como modelo. Fazia fotos, vídeos. Eram bicos que eu fazia". O lateral-direito chamou a atenção do Sport, que fez proposta para vestir a camisa rubro-negra. "Olha, foi uma proposta fantástica. Balançou. Fiquei meio receoso, pois eu tinha uma identificação com o Náutico. Mas aí veio o Coritiba e eu decidi voltar para o Sul", conta.

Rafael ainda voltou para o futebol pernambucano. Em 2004, foi campeão pelo Náutico, mas não jogou tanto quanto antes. "Cheguei a fazer o primeiro gol do Estadual. Mas sofri uma séria contusão e fiquei de fora do time". Naquele mesmo ano, foi contratado pelo Santa Cruz. Mas apenas treinou. "Fui impedido de jogar por conta do número de transferências que tive naquele ano".

Rafael encerrou a carreira em 2009, vestindo a camisa do XV de Campo Bom. Concluiu o curso de educação física no ano seguinte. E não deixa o futebol de lado. "Estou sempre acompanhando, pois atuou como comentarista da Rádio Caxias. Eu só tenho a agradecer ao torcedor do Náutico por tudo que fez na minha vida", destaca.

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