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RECIFE E OLINDA

Aniversário de Recife e Olinda 2022: o que fazer no Recife em 6 dias? Veja roteiro completo

No aniversário de Recife e Olinda, saiba o que fazer no Recife em uma viagem de 6 dias à capital pernambucana

Flávio Oliveira
Flávio Oliveira
Publicado em 12/03/2022 às 7:00
Reprodução/Pixabay/FabricioMacedoPhotos
Marco Zero do Recife é um dos pontos indispensáveis para conhecer durante uma visita à cidade - FOTO: Reprodução/Pixabay/FabricioMacedoPhotos
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Fundada em 12 de março de 1537, Recife celebra 485 anos em 2022. A capital de Pernambuco ostenta o título de "Veneza brasileira" e é um dos destinos mais visitados por turistas.

Sua cidade-irmã, Olinda, é só um pouco mais velha. Em 2022, a antiga capital do estado completa seus 487 anos.

Tendo o rio Beberibe como divisa - entre os bairros do Arruda, na Zona Norte do Recife, e Peixinhos, ao Sul de Olinda -, as cidades são símbolos de história, cultura e vanguarda.

O que fazer no Recife em 6 dias? 

Há quem diga que é Salvador, mas o título de capital de estado mais antiga é mesmo do Recife. A cidade se destaca pelo mar, cultura, história e uma alta gastronomia.

Única capital brasileira a integrar a Rede Internacional de Turismo Criativo, Recife ainda ganha pontos por ficar próxima a Olinda e Porto de Galinhas, destinos imperdíveis para quem visita Pernambuco.

Confira o que fazer em 6 dias no Recife, com um roteiro para aproveitar a cidade da melhor forma possível.

1º dia

Comece a visita aproveitando o famoso Bairro do Recife, que marca o surgimento da cidade no século XVI. Ali estão a Praça do Marco Zero e o painel “A Rosa dos Ventos”, do artista plástico Cícero Dias.

Também vale conhecer o Parque de Esculturas, de Francisco Brennand e edificações de fins do século XVII ao início do século XX.

LEONARDO DANTAS SILVA/DIVULGAÇÃO
Parque de Esculturas de Brennand, no Bairro do Recife - LEONARDO DANTAS SILVA/DIVULGAÇÃO

 

Para comer, as opções de restaurantes são várias. Vale passar nos antigos armazéns portuários, que hoje abrigam espaços voltados à gastronomia e ao lazer.

É possível também comer nas barraquinhas que ficam nas ruas e vendem tapioca, acarajé, milho, só para citar.

Ainda no Bairro do Recife, não deixe de visitar o Centro de Artesanato de Pernambuco, a Caixa Cultural, o Paço do Frevo e a Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda.

Clélio Tomaz
Paço do Frevo, no centro do Recife, guarda a história desse importante ritmo do carnaval pernambucano - Clélio Tomaz

 

Vale finalizar o dia conhecendo o Cais do Sertão, que exibe uma mostra da cultura popular de Pernambuco, com ênfase na região sertaneja.

Na cobertura do prédio que abriga o Cais do Sertão, há um restaurante, o Cais Rooftop Lounge, aberto de domingo a domingo. Aqui você encontra pratos de alta gastronomia e várias opções de bebidas.

2º dia

Somente um dia para conhecer o centro do Recife não é suficiente. Então que tal explorar a cidade por suas águas?

O passeio de catamarã é um dos mais famosos para quem visita a Veneza brasileira. Ele oferece um ângulo diferente do Recife, passando pelo Porto, Parque de Esculturas de Francisco Brennand, as pontes, ilhas e antigas edificações.

Depois do catamarã, é hora de parar para o almoço. Aqui vale a pena conhecer o Mercado da Boa Vista, que reúne vários boxes com o melhor da comida pernambucana.

Sérgio Bernardo/JC Imagem
Mercado da Boa Vista, no Centro do Recife, é um dos mercados mais importantes da cidade - Sérgio Bernardo/JC Imagem

De lá, o roteiro continua pelo centro do Recife. A Casa da Cultura é uma das paradas indispensáveis para quem deseja comprar alguma lembrança para marcar a viagem.

Ela é instalada em prédio de 1855 onde funcionou, até 1973, a Casa de Detenção do Recife. Hoje, é um espaço comercial e cultural, com lojas de artesanato e área para apresentações folclóricas. 

No centro, vale aproveitar para conhecer também o Forte das Cinco Pontas. De origem holandesa, foi reconstruído pelos portugueses no século XVII e hoje abriga o Museu da Cidade do Recife.

Edmar Melo/JC Imagem
Forte das Cinco Pontas abriga o Museu da Cidade do Recife - Edmar Melo/JC Imagem

Termine o dia conhecendo a Venda Bom Jesus. O restaurante fica próximo à Praça do Arsenal e, além de um cardápio variado, faz uma homenagem às assombrações do Recife Velho, que marcam a história da cidade.

3º dia

Reserve um dia para conhecer o bairro da Várzea, um dos primeiros formados no Recife. Ele abriga o Instituto Ricardo Brennand, que destaca-se no cenário nacional e internacional como importante centro de cultura do nordeste. 

Foto: Divulgação
Instituto Ricardo Brennand está localizado em uma área com cerca de 77 mil metros quadrados - Foto: Divulgação

O museu guarda obras de vários períodos históricos, com peças dos séculos XV ao XXI. Ali está guardada uma das mais importantes coleções de armas brancas do mundo.

Suas instalações, em estilo medieval gótico, abrigam o Museu Castelo São João, a Pinacoteca e uma Biblioteca.

No Instituto, há também um restaurante para quem quiser comer no local, o Castelus. No cardápio, desde opções de carnes a frutos do mar.

Depois do Instituto, vale também conhecer a Oficina Cerâmica Francisco Brennand. Surgiu em 1971 nas ruínas de uma olaria do início do século XX.

Divulgação
Oficina Cerâmica Francisco Brennand é um importante museu de arte do Recife - Divulgação

O monumental conjunto arquitetônico compõe um labirinto artístico onde obras de Francisco Brennand, que é um dos expoentes máximos da arte contemporânea. 

No final da tarde, aproveite para conhecer o entorno da Praça da Várzea. Um dos lugares indispensáveis para visitar é a cafeteria O Melhor Cantinho da Cidade que, além de reduto para amantes do café, também é loja de plantas.

 

No final do roteiro pelo bairro, aproveite a noite para conhecer a Rua da Feira. Ela abriga barzinhos e é repleta de opções de comida de rua, além de ser palco de manifestações culturais que retratam bem o espírito da Várzea.

 

4º dia

Conhecido pelo recifense simplesmente por "baobá", o Jardim do Baobá é mais um ponto para incluir no roteiro durante uma visita a Recife.

A árvore é sagrada para as culturas indígena, africana e brasileira, simbolizando a sabedoria e a diversidade cultural do nosso povo.

É comum que quem visita o lugar escolha-o para fazer piquenique ou simplesmente sentar, conversar e aproveitar o espaço.

Filipe Jordão / JC Imagem
Jardim do Baobá, localizado no bairro das Graças, Recife, é um parque aberto ao público. - Filipe Jordão / JC Imagem

Como estrutura, dispõe de três balanços de 6 metros de altura que comportam duas pessoas simultaneamente, mesa comunitária, além de um píer flutuante de onde saem algumas embarcações que fazem passeio pelo rio.

Perto do Jardim do Baobá fica a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Foi fundada em 1949 com a ideia de preservar o legado histórico-cultural de Joaquim Nabuco.

A fundação mantém diversos espaços culturais. Dentre eles, destaca-se o Museu do Homem do Nordeste. O museu reúne um acervo que procura reproduzir a pluralidade cultural do estado.

ALEXANDRE BELEM / ACERVO JC IMAGEM
Museu do Homem do Nordeste é um dos mais importantes museus do Recife - ALEXANDRE BELEM / ACERVO JC IMAGEM

No mesmo espaço do museu, vale terminar o dia com uma passada no Cinema da Fundação. Com uma média de quatro sessões diárias, exibe filmes nacionais e internacionais por um preço diferenciado.

 

5º dia

Viajar para Recife e não conhecer Olinda é quase impensável. As cidades-irmãs, que dividem a data de aniversário, compartilham história e são praticamente inseparáveis. 

ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
Igreja de São Salvador do Mundo no Alto da Sé, em Olinda, também conhecida como Igreja da Sé, é um dos cartões-postais da cidade que fica ao lado de Recife. - ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM

Usando Recife como base, separe um dia do seu roteiro para visitar Olinda. Clique aqui para saber o que fazer em um dia na cidade.

 

6º dia

De volta a Recife, não há como viajar para a cidade e não ir à praia. A mais famosa delas, que já virou verso de música, é a de Boa Viagem.

Apesar de não ser o lugar mais propício para banho do estado, oferece boas opções para quem quer curtir o sol e mar. Sua orla é repleta de barzinhos, com espaço para caminhada e ciclofaixa.

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Praia de Boa Viagem, em Recife, é uma das mais famosas da cidade - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

Na faixa de areia da praia não faltam alternativas de quiosques. Eles, em geral, dão direto a guarda-sol e cadeiras. No cardápio, claro, frutos do mar são o carro-chefe.

Ao lado da praia de Boa Viagem fica a do Pina. Menos frequentada que a primeira, também é uma opção para quem procura praia sem sair do Recife.

Já aqueles que querem um bate-volta, a praia de Porto de Galinhas é uma pedida. Quem prefere uma praia mais calma, precisa conhecer Maracaípe, também em Porto de Galinhas.

Adaptando o roteiro à sua maneira e tempo, vale mesmo é curtir tudo que Recife tem a oferecer. E pouca coisa não é.

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