COVID-19

Bolsonaro promete agenda no Ministério da Saúde a mulher que diz que alho cru mata coronavírus

A apoiadora do presidente disse ainda que quer servir de cobaia. "Eu coloco a minha vida à disposição", afirmou

JC
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Publicado em 08/06/2020 às 22:59
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MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
Após ouvir o relato da mulher, o presidente disse que iria conseguir uma agenda no ministério - FOTO: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
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com informações do jornal Estado de S. Paulo

Enquanto conversava com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu agenda no Ministério da Saúde a uma mulher que diz ter a cura para o novo coronavírus. Ela ainda comentou que quer servir de cobaia.

"Eu trouxe a cura do coronavírus e eu coloco a minha vida à disposição. Tenho 38 anos, sou mãe de três filhos, eu não estou aqui para brincadeira. Deus fala comigo desde os seis anos. Deus quer mudar esse País. Deus quer te exaltar na presença de todos os povos e nações. Não preciso que acredite em mim. Eu assumo todas as responsabilidades. Eu trouxe comigo. E é tão natural, é tão perfeita, é tão mágico, é tão de Deus que o povo vai dizer que é impossível", afirmou.

Após ouvir o relato da mulher, o presidente disse que iria conseguir uma agenda no ministério. "Eu te arranjo amanhã (terça-feira) para a senhora conversar lá, alguém para conversar com a senhora no Ministério da Saúde. Pode ser?", respondeu.

Segundo a apoiadora de Bolsonaro, a cura está no alho cru. "Sabia que quando a pessoa usa um dente de alho cru por dia aumenta a imunidade? Por quê? Porque é rico em enxofre. O enxofre mata o vírus", assegurou.

No entanto, o site do Ministério da Saúde afirma que é falsa a informação que relaciona o alho à cura da covid-19. "Coronavírus pode ser curado com tigela de água de alho recém-fervida - É FAKE NEWS!", diz a página oficial da pasta.

Coronavírus no Brasil

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, mais 679 óbitos e 15.654 casos confirmados do novo coronavírus. Os dados foram atualizados às 18h30 desta segunda-feira (8) pelo Ministério da Saúde, que alterou a forma de divulgar o boletim diário da covid-19, ocultando o total de casos e de mortes. Na semana passada, durante quatro dias, os dados foram divulgados após as 21h, mas após críticas (dentro e fora do País), a pasta voltou ao horário antigo. Com os novos casos e óbitos confirmados, o País chegou a 707.412 infectados e 37.134 vítimas fatais.

Também foram confirmadas mais 6.088 recuperações da doença nas últimas 24 horas. O total de pessoas recuperadas não foi divulgado pelo Ministério da Saúde, que está sob o comando do ministro interino Eduardo Pazuello.

Durante a gestão dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, o boletim era divulgado entre 17h e 19h. No período em que Mandetta comandou o Ministério da Saúde coletivas eram realizadas diariamente para atualizar a situação do País. Quando Teich assumiu, as coletivas passaram a ser esporádicas.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a indicar que o Ministério passaria relatar apenas mortes que ocorreram nas últimas 24 horas. Mas a pasta ainda vem mantendo a metodologia de somar registros de mortes do dia às de dias anteriores. Não há previsão de quando esse método irá mudar.

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