Investigação

Caso Lázaro: seis pessoas são presas suspeitas de envolvimento com serial killer

Operação Anhanguera ainda cumpriu 37 mandados de busca e apreensão

Marília Banholzer
Cadastrado por
Marília Banholzer
Publicado em 23/07/2021 às 22:19 | Atualizado em 23/07/2021 às 22:20
DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL
Lázaro Barbosa foi morto no dia 28 de junho em confronto com policiais da força-tarefa que fazia buscas por ele há 20 dias - FOTO: DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL
Leitura:

A morte do fugitivo Lázaro Barbosa, no dia 28 de junho, não pôs fim ao trabalho de investigação para entender a motivação dos crimes cometidos pelo homem que ficou conhecido como serial killer. Nesta sexta-feira, quase um mês após a morte de Lázaro, uma operação articulada com as Polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal (PRF) prendeu seis pessoas envolvidas com o caso. Todas as prisões ocorreram em Goiás.

Lázaro morreu em 28 de junho após troca de tiros com policiais militares em Águas Lindas de Goiás, após 20 dias de fuga. Ele é suspeito de matar uma família no Distrito Federal e cometer mais de 30 crimes, segundo o secretário de Segurança, Rodney Miranda.

>> Custos do enterro de Lázaro Barbosa foram pagos por um anônimo

Batizada de Operação Anhanguera, as ações conjuntas começaram nesta sexta com três prisões por homicídio e três por tráfico de drogas, além do cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão. "As prisões têm relação direta ou indiretamente com o caso Lázaro Barbosa. Temos também de sete a oito inquéritos concluídos, que vamos apresentar os desfechos depois", declarou Rodney Miranda.

Para realizar os trabalhos, as forças de segurança pública de Goiás e do DF colocaram cerca de 500 policiais nesta operação. A Operação Anhanguera é a primeira de várias ações que serão desencadeadas na região, de acordo com Rodney Miranda.

A polícia vem investigando uma possível rede de apoio para Lázaro, que passou 20 dias fugindo das autoridades. Segundo Miranda, Lázaro trocou de roupas várias vezes ("Uma prova de que ele tinha uma rede que o acobertava") e, ao ser morto, estava com cerca de R$ 4,4 mil no bolso. O que, para o secretário, evidencia não só sua intenção de seguir fugindo, mas também que ele contava com o suporte de outras pessoas. "O dinheiro é, certamente, um indicativo de que ele estava querendo sair do estado ou do País. E esta questão dele querer fugir, logicamente com o patrocínio [de terceiros], tinha gente interessada em que ele não fosse preso", disse o secretário.

Comentários

Últimas notícias