Luto

Velório e cremação do indigenista Bruno Pereira são confirmados em Pernambuco

Foi disponibilizado um espaço online para o envio de mensagens e orações; veja como acessar

Cássio Oliveira
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Cássio Oliveira
Publicado em 23/06/2022 às 11:20 | Atualizado em 23/06/2022 às 12:22
Robson Moura/TV Brasil
Avião da Polícia Federal (PF) chega a Brasília com restos mortais de Bruno e Dom - FOTO: Robson Moura/TV Brasil
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O Cemitério e Crematório Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), confirmou, na manhã desta quinta-feira (23), que o velório do indigenista Bruno Pereira acontecerá, na sexta (24 de junho), na Sala de Velório Central, a partir das 9h.

Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados durante uma expedição na terra indígena do Vale do Javari, no Amazonas.

De acordo com o Morada da paz, a cremação está marcada para às 15h.

Para homenagear Bruno, que é pernambucano, o Morada da Paz disponibiliza um espaço online para o envio de mensagens e orações, que pode ser acessada no endereço: https://www.moradadamemoria.com.br/memorial/21118/bruno-pereira

Nascido no Recife, Bruno Pereira deixou Pernambuco, em meados dos anos 2000, para seguir o sonho de trabalhar na Amazônia. Foi servidor de carreira da Fundação Nacional do Índio (Funai), e reconhecidamente defensor das causas indígenas.

Casado com a antropóloga Beatriz Matos, o indigenista deixa três filhos.

Perícia

Os peritos do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, concluíram nessa quarta-feira, 22, os exames nos restos mortais de Bruno Pereira e Dom Phillips. Os corpos serão entregues nesta quinta aos familiares.

A Polícia Federal (PF) reiterou que todos os testes realizados confirmaram a identidade de Bruno e de Dom. Em nota, a corporação também confirmou que não há restos mortais de outra pessoa.

"Os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuarão nos próximos dias concentrados na análise de vestígios diversos do caso", diz o comunicado.

Os corpos ficaram seis dias em Brasília. As perícias foram concluídas em prazo bem mais curto que o padrão para procedimentos semelhantes. Geralmente, os testes duram entre 30 e 60 dias.

Os peritos fizeram exames de DNA, impressão digital e antropologia forense - método que analisa características físicas, como estrutura óssea.

Com a liberação dos corpos, as famílias poderão finalmente organizar as despedidas ao indigenista e ao repórter. O transporte será feito de avião pela PF, com previsão de chegada ao Aeroporto Internacional do Recife às 18h30.

Até o momento, os investigadores identificaram oito suspeitos de envolvimento nos assassinatos. Três deles estão presos temporariamente. 

Os presos são Amarildo da Costa Pereira, conhecido como Pelado, Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos. Até o momento, apenas Amarildo confessou o crime.

O trabalho de investigação continua em duas frentes. No Amazonas, o comitê de crise criado para encontrar Bruno e Dom continua em busca de elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

O próximo passo é a análise da embarcação usada pelo indigenista e pelo repórter quando eles foram assassinados. O barco, afundado pelos criminosos, foi encontrado na noite do último domingo, 19. Em Brasília, os peritos examinam as provas colhidas a partir dos exames nos restos mortais.

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