Protesto

Termina carreata dos taxistas pelo Recife

Objetivo principal foi obter gratuidade no curso de capacitação exigido para a categoria

Do JC Online
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Publicado em 24/02/2015 às 17:15
Foto: Edmar Melo / JC Imagem
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Após quase seis horas, terminou, na tarde desta terça (24), o protesto de um grupo de 50 taxistas da Associação dos Profissionais de Táxi do Recife (Apcatre), na área central do Recife. Os profissionais saíram por volta de 10h30 da Avenida Beira Rio, perto da Ponte da Capunga, na Zona Oeste do Recife, e foram em direção à Prefeitura do Recife para protestar pelo fim da circulação de taxis de outras praças no Recife e pela isenção para o pagamento do curso de capacitação exigido para os profissionais. Implementado na Lei Federal nº 12.468/2011, o curso custa R$ 200 e será obrigatório para recadastramento dos taxistas a partir de 2016.

O trajeto do protesto passou pelas avenidas Conde da Boa Vista, Guararapes, Dantas Barreto, Nossa Senhora do Carmo e Martins de Barros, seguindo pela Ponte Buarque de Macedo até chegar ao Cais do Apolo, em frente à Prefeitura do Recife. Carros que saíram de Boa Viagem, Pina, Piedade, Graças, Espinheiro e Encruzilhada tiveram dificuldade durante o dia para chegar ao Centro do Recife por causa dos congestionamentos gerados com a manifestação.

Segundo informações da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), a Ponte Buarque de Macedo foi inicialmente bloqueada para impedir o acesso dos profissionais à PCR, sendo depois liberada para o trânsito. A CTTU afirmou que, apesar do protesto, o trânsito seguiu tranquilamente na área nesta tarde.

Na reunião entre a Prefeitura e os representantes da categoria, ficou decidido que haverá uma nova reunião entre o secretário do Governo, Sileno Guedes, o Insituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) e o Batalhão de Polícia do Trânsito (BPTran). A PCR pediu a ajuda dos dois órgãos para ajudar na fiscalização de táxis que estejam operando fora da sua praça original. De acordo com informações dos próprios taxistas, até carros particulares estão sendo utilizados para isso. Sobre o curso oferecido, Sileno garantiu que esse é um assunto que ainda será discutido, e que a Prefeitura não poderia fazer qualquer alteração no tema, por se tratar de uma legislação federal. Entretanto, garantiu que pode tentar um barateamento no valor. Sada Transportes e Armazenagens S.A., empresa sediada em Minas Gerais, prioriza a contratação de cegonheiros (motoristas de caminhões-cegonha) oriundos de Minas Gerais e São Paulo. "Nós queremos transportar ao menos 50% dos veículos produzidos em Goiana. Se a fábrica foi construída em Pernambuco, ela deve beneficiar os cegonheiros do Estado e não vindos de fora. Queremos apenas trabalhar", explica Luciano Pontes, vice presidente do Sindicato que representa os cegonheiros.

Foto: Edmar Melo / JC Imagem
Taxistas fazem protesto e travam o trânsito do Recife - Foto: Edmar Melo / JC Imagem
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Taxistas fazem protesto e travam o trânsito do Recife - Foto: Edmar Melo / JC Imagem
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Taxistas fazem protesto e travam o trânsito do Recife - Foto: Edmar Melo / JC Imagem
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Taxistas fazem protesto e travam o trânsito do Recife - Foto: Guga Matos/JC Imagem
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Taxistas fazem protesto e travam o trânsito do Recife - Foto: Guga Matos/JC Imagem
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Taxistas fazem protesto e travam o trânsito do Recife - Foto: Guga Matos/JC Imagem
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Cegonheiros também realizaram protesto nesta terça (24)

Profissionais ligados ao Sindicato dos Transportadores Autônomos de Veículos Automotores e Correlatos (Sintrave/PE) também realizaram um protesto na manhã desta quinta (24) no Recife. A categoria teve o seu ponto de encontro no Cais de Santa Rita, às 8h, e reivindicaram a contratação de cegonheiros (motoristas de caminhões-cegonha) pernambucanos. Os trabalhadores levaram panfletos, bandeiras e carros de som.

Eles acusam a Sada Transportes e Armazenagens S.A., empresa localizada em Minas Gerais, de priorizarem profissionais de Minas Gerais e São Paulo, o que é negado pela empresa. O vice-presidente do Sindicato que representa os cegonheiros, Luciano Pontes, justificou a ação. "Nós queremos transportar ao menos 50% dos veículos produzidos em Goiana. Se a fábrica foi construída em Pernambuco, ela deve beneficiar os cegonheiros do Estado e não vindos de fora. Queremos apenas trabalhar.", diz.

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