Promessas

Ciclovia e ordenamento da Feira de Casa Amarela sem previsão

Prefeitura alega falta de recursos para executar planos, apresentados há três anos

Margarette Andrea
Margarette Andrea
Publicado em 19/08/2016 às 8:30
Ricardo Labastier/JC Imagem
Prefeitura alega falta de recursos para executar planos, apresentados há três anos - FOTO: Ricardo Labastier/JC Imagem
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A implantação de 65 vagas de estacionamento Zona Azul no Largo do Casa Amarela é a única medida do projeto de reordenamento iniciado no local em 2013 prevista para sair do papel este ano. Apesar de a prefeitura já ter adquirido, há três anos, um terreno para realocação dos fiteiros que ocupam as calçadas no entorno da feira, não há previsão para a mudança. Como também não há data certa para melhoria da própria feira, que hoje tem barracas desordenadas, cobertas por lonas de várias cores e muita sujeira. A prometida ciclovia para a Rua Padre Lemos é outra medida sem prazo.

“A Rua Padre Lemos era um local sem dignidade e fizemos várias intervenções no trânsito, que trouxeram uma grande melhoria para o local. Mas não tivemos recursos para a padronização dos quiosques da feira e do mercado ou para a ciclovia. Estamos dando prioridade a obras já iniciadas, mas espero que aconteçam ano que vem”, justifica o secretário João Braga.

Há nove anos atuando em um dos fiteiros, Fabiane Benedita da Silva, 35, espera as mudanças. “A prefeitura só nos procurou para nos intimidar a sair”, acusa. “Apresentamos algumas propostas, como recuar um pouco a grade da feira e colocar nossos quiosques para dentro ou numa rua lateral, mas não responderam ao nosso pleito. O pátio seria bom. Queríamos um local de trabalho digno, limpo, organizado.”

O desejo do feirante João Liberato da Silva, 65, é o mesmo. Ele e outros colegas criticam a sujeira do espaço, sobretudo no acesso de trás, onde a atual gestão instalou um contêiner de lixo, bem próximo a quiosques de alimentos. “Estou aqui há 48 anos, quando o chão ainda era de barro, e nunca vi uma imundície dessa. Vem gente de longe jogar galinha, bode, até cachorro morto aqui. Os clientes reclamam, muitos vão embora”.

“Há dois anos a prefeitura não lava essa feira. Antes, era toda semana. Isso aqui já foi organizado. Se pelo menos colocassem uma coberta...”, apela o feirante Edilson Feliciano, 39. Uma das propostas do movimento Casa Amarela Saudável e Sustentável é fazer compostagem das frutas e verduras impróprias para consumo humano. O material seria usado nas plantações e hortas comunitárias.


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